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Nem Sangue Nem Areia celebra 80 anos de história neste domingo na Vila Industrial

Nem Sangue Nem Areia celebra 80 anos de história neste domingo na Vila Industrial
Trajeto passa por pontos emblemáticos da Vila Industrial - Foto: Firmino Piton/Arquivo PMC

O bloco Nem Sangue Nem Areia volta a ocupar as ruas da Vila Industrial neste domingo, 8 de janeiro, para celebrar 80 anos de história no Carnaval de Campinas. Com o enredo “Nem Sangue Nem Areia: 80 anos de alegria e coisa séria!”, a agremiação apresenta um desfile que revisita sua trajetória e reafirma sua presença como um dos símbolos da folia campineira.

Neste domingo, a concentração começa 12h. O evento segue até 20h. Como o bloco desfila, é possível acompanhar concentração e localização pelo site do Carnaval da Prefeitura de Campinas: https://www.campinas.sp.gov.br/carnaval

A programação começa por volta das 14h, com apresentações musicais que abrem a festa. Às 16h, a cantora Ana Paula Moretti e banda sobem ao palco com repertório voltado à música brasileira carnavalesca. Em seguida, ocorre o momento principal do evento: o desfile do bloco pelas ruas do bairro, acompanhado pela bateria nota 10 da Estrela D’Alva.

O samba-enredo é assinado por Fabinho Azevedo e Daniel Romanetto, com interpretação do próprio Fabinho durante o cortejo. Após o retorno do trajeto, o DJ Digão encerra a programação com clássicos do samba rock.

Tradição e memória

A história do Nem Sangue Nem Areia começa em 1946, em um momento de transformação política no país após o fim da Era Vargas. Inspirados pelo filme homônimo protagonizado pelo comediante mexicano Cantinflas, quatro amigos — Osvaldo Butcher (Bochão), Antônio Rua (Tulé), Manoel dos Santos (Mané) e Sinézio Jorge (Zucão) — criaram o bloco que se tornaria referência no Carnaval local.

A origem operária da Vila Industrial, então marcada pela presença de curtumes e pela rotina ligada ao trabalho com o gado, influenciou a identidade visual e temática do grupo, com adereços, alegorias e a figura do toureiro. O desfile rapidamente ganhou popularidade, reunindo moradores que ocupavam as calçadas, especialmente na Rua São Carlos, para acompanhar a passagem do bloco.

Na década de 1970, o Nem Sangue Nem Areia chegou a se transformar em escola de samba, com seu último desfile oficial em avenida realizado em 1975. Após um período de interrupção, a tradição foi retomada em 2009 por um grupo de jornalistas e amigos liderados por Helder Bittencourt, dando início à fase atual do bloco.

Com concentração na Rua Francisco Teodoro, o trajeto passa por pontos emblemáticos da Vila Industrial, como o Teatro Castro Mendes, a Estação Cultura, o túnel de pedestres e a Praça do Coreto. Nos últimos anos, o bloco tem reunido milhares de foliões e homenageado personagens e espaços marcantes da cultura campineira.

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