A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira, 23 de abril, a segunda fase da Operação Infidelitas, que investiga um esquema de fraude bancária responsável pelo desvio de mais de R$ 14 milhões de uma conta empresarial.
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A ação é conduzida pela 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão em São Paulo, na região metropolitana, em Piracicaba e no estado de Goiás.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso conseguiu acesso irregular a credenciais corporativas da empresa vítima. Há suspeita de conluio interno e uso de engenharia social para sequestrar a identidade digital dos responsáveis pela conta. Após o controle do sistema, os valores foram pulverizados por meio de transferências via TED, Pix e emissão de boletos.
Na primeira fase da operação, em novembro do ano passado, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreendidos dispositivos eletrônicos e dinheiro em espécie. A análise do material revelou uma estrutura criminosa complexa, com atuação interestadual, voltada a fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.
O delegado Christian Nimoi, da 4ª DCCiber, afirmou que a instituição financeira procurou a polícia após identificar o desvio. “Iniciamos as investigações para descobrir quais eram as conexões e quem eram os beneficiários. Hoje deflagramos mais uma fase para desarticular essa organização criminosa.”
Nesta segunda fase, o objetivo é desarticular o esquema, aprofundar a coleta de provas e apreender bens adquiridos com recursos ilícitos. Até o momento, três pessoas foram presas, entre elas um advogado e um ex-gerente do banco. As investigações continuam.







