Na manhã desta quinta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga supostas fraudes em processos de licitação pública, principalmente na área da educação. Nesta nova etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Sumaré e Jundiaí, no interior de São Paulo, além da execução de medidas de constrição patrimonial autorizadas pela Justiça.
Durante as diligências em Sumaré, os agentes da Polícia Federal apreenderam armas e munições, material que será submetido à perícia e analisado no contexto das investigações. A apreensão chama a atenção e reforça a complexidade do esquema investigado, que envolve contratos públicos e possíveis desvios de recursos federais.
A operação desta quinta-feira é um desdobramento da ação iniciada em 12 de novembro de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná. Na ocasião, as diligências ocorreram em municípios como Sumaré, Hortolândia, Limeira e Piracicaba, com mandados cumpridos em prefeituras, secretarias e empresas ligadas ao setor da educação.
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As investigações apontam que empresas teriam se beneficiado de contratos irregulares para o fornecimento de materiais didáticos e tecnológicos, causando prejuízos aos cofres públicos. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.
Entre os detidos na fase anterior da operação estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafú César. No entanto, a prisão preventiva foi revogada no dia 11 de dezembro pela 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que concedeu habeas corpus e determinou a aplicação de medidas cautelares.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas fases da Operação Coffee Break não estão descartadas. O objetivo é esclarecer como recursos públicos destinados à educação podem ter sido desviados por meio de esquemas de corrupção.







