O assassinato do jovem Ramon Luporini de Faria Motta, 22 anos, ganhou novos capítulos com a divulgação de outros dois envolvidos considerados foragidos pela Justiça. O crime aconteceu no dia 27 de fevereiro, em Jaguariúna, e o corpo da vítima foi encontrado carbonizado em um canavial em Santo Antônio de Posse.
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O tio materno de Ramon, Daniel Luporini de Faria, dono da casa onde ocorreu a emboscada, está preso e confessou participação no crime. Segundo a investigação, Daniel atraiu o sobrinho até sua residência no bairro São Pedro com a desculpa de “dar um susto” nele devido a brigas familiares. No entanto, ele contou à polícia que contou com a ajuda de dois comparsas.
A Justiça decretou a prisão temporária de Gilson Silva Santos Oliveira, 54 anos, padrasto da vítima, marido da mãe de Ramon, contra quem ela tinha medida protetiva, e de Jesué Ferreira Alves, vulgo “Josué”, amigo do tio.
De acordo com o boletim de ocorrência, no dia do crime, Josué chegou armado junto com Gilson. Ramon tentou lutar, mas foi imobilizado, amarrado e torturado com golpes de marreta. Inconsciente, mas ainda com vida, ele foi retirado da casa e levado para um canavial na região do “Poção”, em Santo Antônio de Posse, onde o corpo foi parcialmente carbonizado. Josué ainda voltou à casa do tio para limpar a cena do crime.
A moto da vítima foi encontrada na casa do tio. A polícia investiga o caso como homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Até o momento, descarta a participação de uma quarta pessoa.
A família está dividida. O pai de Ramon, ouvido pela reportagem, afirma que o jovem não era agressivo e nunca agrediu a mãe. Já a genitora, que tinha medida protetiva contra o filho, postou nas redes sociais, antes do corpo ser encontrado, uma mensagem dizendo: “agora estão preocupados com o Ramon, um monstro que eu dei à luz e quer me ver morta. Ele vai ter o que merece”.
A polícia continua as buscas pelos dois foragidos.







