Uma empresa acusada de aplicar golpes na venda e manutenção de barcos e equipamentos foi alvo da Operação ‘Barco Furado’, deflagrada hoje (15) em Limeira. Segundo as investigações, os suspeitos, que são da mesma família, vendiam barcos e outros veículos do ramo náutico, e não entregavam aos clientes. Em outros casos, a empresa recebia os barcos para realizar manutenções, retiravam as peças, vendiam e informavam aos clientes que estavam aguardando materiais para terminar o serviço, e não devolviam o veículo. Mandados de busca e apreensão em três endereços ligados aos familiares foram cumpridos.
ACUSAÇÃO
A empresa de Limeira investigada e alvo da operação de hoje (15) é acusada de aplicar golpes na venda e manutenção de barcos e equipamentos na região de Piracicaba e Rio Claro. A investigação foi iniciada há cerca de dois meses, quando agentes da Polícia Civil foram procurados por uma das vítimas do esquema.
VÍTIMA QUE DEU ORIGEM À INVESTIGAÇÃO
Segundo o delegado responsável pelo caso, a vítima teria entrado em contato com a empresa para realizar reparos em um barco que havia adquirido há cerca de um ano. O vendedor teria solicitado a entrega do barco na cidade de Limeira, onde a empresa se mantinha, para que os serviços fossem cumpridos. Após a entrega, o barco nunca mais foi devolvido ao cliente.
Um inquérito foi aberto para investigar o caso. Neste momento, os investigadores identificaram um padrão na ação dos suspeitos que, segundo o delegado, são da mesma família.
Mais de oito ocorrências foram mapeadas, sempre com o mesmo modo de ação: a empresa vendia os barcos e não entregava, recebia os veículos para realizar reparos, e não devolvia. Em alguns casos, os investigados retiravam as peças dos barcos de clientes e revendiam no mercado náutico.
O prejuízo das vítimas somam centenas de milhares de reais.
MANDADOS EM ENDEREÇOS LIGADOS AOS INVESTIGADOS
Na sede da empresa, os policiais apreenderam quinze embarcações, entre lanchas, barcos e um jet-ski, além de oito motores de popa de diversas potências. Agora, a perícia realizará trabalhos para descobrir a verdadeira origem de cada item.
Durante o cumprimento do mandado, cerca de R$6.500 em dinheiro vivo, oito folhas de cheque, cartões bancários, documentos e aparelhos celulares foram apreendidos. Uma busca no imóvel de um dos investigados também foi realizada, e um revólver calibre 38 sem registro foi encontrado pelos policiais, convertendo a apreensão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Uma fiança no valor de R$10 mil foi estipulada ao investigado, montante que foi pago pelo advogado do empresário preso. Após o pagamento, ele responderá o processo em liberdade.
SEQUÊNCIA DAS INVESTIGAÇÕES
Agora, os agentes devem analisar os conteúdos dos materiais apreendidos, e a expectativa dos investigadores é rastrear o dinheiro das vítimas e identificar outros envolvidos no esquema. Investigação segue em andamento.
Leia também:





