As crianças, hoje com 12, 13 e 15 anos, teriam sofrido tortura pela madrasta e pelo pai, de junho de 2017 até julho de 2021. Segundo apurações, as crianças sofriam torturas físicas, psicológicas e privação de alimento.
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A mulher foi presa hoje (13), perto de Mogi Mirim. Ela estava acompanhada do advogado, que informou estar a caminho da delegacia para que ela pudesse se entregar em uma cidade distante de Campinas, onde morava, por conta de ameaças que a mesma estava sofrendo. Os agentes, por meio de uma denúncia, interceptaram o carro na SP 340 e efetuaram a prisão.
A madrasta e o pai das crianças foram condenados a seis anos de prisão em regime fechado, em agosto de 2025. O pai foi preso em fevereiro deste ano no Rio de Janeiro, em Araruama.
A mãe das crianças, que criou os três filhos sozinha, sofreu um grave acidente de trânsito. Ela perdeu o braço, foi internada por um longo tempo e perdeu o emprego. Segundo informações de um familiar, ela teria perdido a guarda das crianças pelo tempo que ficou internada, e não conseguiu de volta após a melhora. A mãe também tinha uma medida protetiva contra o pai das crianças, que segundo informações, teria espancado ela.
Segundo os autos, as agressões do pai e da madrasta eram cometidas diariamente, entre 2017 e 2021. Além de serem espancadas fisicamente e psicologicamente, as crianças seriam impedidas de visitar a mãe nos dias estabelecidos. De acordo com o Ministério Público, o filho mais velho relatou que quando ele e os irmãos defendiam a mãe, eram punidos.
O irmão mais velho, tentando escapar da situação, começou a gravar as ações e enviar para a mãe, que entrou em contato com o Conselho Tutelar e a Polícia para enviar o material.
A madrasta, segundo informações, utilizava as redes sociais para se apresentar publicamente como ‘mãe exemplar de uma criança autista’, se referindo a um dos enteados, diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista, grau três de suporte. Essa ação levou os vizinhos e familiares a desconfiarem das denúncias feitas pela mãe.
Hoje, com 12, 13 e 15 anos, as crianças estão sob a guarda da mãe.







