Eles agiam diretamente nos vagões em movimento, retiravam a carga de grãos e açúcar e lançavam na linha férrea para outros integrantes da quadrilha recolherem. A ‘Operação Ouro Branco’ deixa três suspeitos detidos e outro segue investigado.
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Os criminosos eram investigados desde 2025 após denúncias de uma empresa que alegava divergências entre a quantidade de carga que era carregada e o que chegava no destino final. Esses supostos furtos eram recorrentes em um trecho de linha férrea, entre Campinas e Ribeirão Preto. As ações geraram prejuízos milionários para empresa.
A ação dos bandidos era estruturada e feita por etapas. Parte dos envolvidos entravam nos vagões durante o deslocamento dos trens, ensacavam as cargas e lançavam às margens da linha. Logo após, outros integrantes recolhiam essa carga e transportavam, em veículos, até galpões e propriedades rurais da região. Nesses endereços, os produtos eram armazenados e ‘regularizados’ para revenda no mercado formal. Drones flagraram as ações dos bandidos.
O Departamento Estadual de Investigações (DEIC) deflagrou, nesta terça-feira (17), a ‘Operação Ouro Branco’ para desarticular a quadrilha especializada em furto de cargas de soja e açúcar transportadas por trens no interior de São Paulo, na região de Aguaí, com destino ao porto de Santos. A operação cumpre quatro mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Essas ações são cumpridas em Aguaí, cidade a 200km da capital.
O nome da operação faz referência ao ‘ouro branco’, com alto valor e a facilidade da venda dos produtos, segundo o delegado Danilo Alexiades, responsável pela ação.
Até o momento, três suspeitos foram detidos e outro segue sendo monitorado. As investigações se mantém para identificar e localizar todos os envolvidos.







