A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a emissão de atestados médicos supostamente falsos em Campinas. O caso começou com uma denúncia de venda de atestados feita por médicos que não fazem parte dos quadros da Prefeitura. Agora, a polícia quer descobrir quais servidores municipais compraram esses documentos.
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As secretarias de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e de Saúde da Prefeitura fizeram uma apuração interna e identificaram que oito servidores municipais apresentaram atestados emitidos por esses profissionais. As informações já foram repassadas à polícia.
Se forem identificadas irregularidades, os servidores poderão responder por falsidade documental ou ideológica, crimes que têm pena de reclusão de 1 a 6 anos, além de multa. Eles também podem ser punidos no estatuto do servidor por infrações como usar o cargo para ganho pessoal, falta de lealdade com a administração e desobediência às normas legais.
A investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) está ligada a um outro caso. No dia 26 de janeiro deste ano, um empresário foi preso em Campinas vendendo medicamentos e atestados falsos. Na ocasião, a polícia apreendeu carimbos, receitas e documentos falsificados. Ele também vendia canetas emagrecedoras, anabolizantes e até abortivos. O material apreendido era avaliado em cerca de R$ 150 mil.
A Prefeitura informou que está colaborando com as investigações e que permanece à disposição da polícia para novos esclarecimentos. Dentro do inquérito, a polícia também apura se os médicos que emitiram os atestados são vítimas de uma quadrilha ou se participaram do esquema. O caso segue em andamento.






