A guerra no Oriente Médio já chegou ao bolso do motorista em Campinas. Mesmo sem a Petrobras anunciar um reajuste oficial, o preço da gasolina e do diesel está subindo quase diariamente nos postos da cidade.
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O motivo é a alta do petróleo no mercado internacional. O Brasil importa cerca de 30% do diesel e 10% da gasolina que consome, e as distribuidoras já estão repassando esse custo maior para os postos, que, por sua vez, repassam para o consumidor.
Na bomba, a diferença é sentida. “A gente coloca R$ 50 e o tanque nem chega na metade. Tá pesado demais”, desabafou um motorista ao abastecer em um posto no distrito de Barão Geraldo.
Para tentar entender o cenário, a equipe conversou com o vice-presidente do RECAP Campinas (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) , Eduardo Valdívia, no Auto Posto Barbieri, em Barão Geraldo.
Ele explicou que o aumento não é decidido pelos postos, mas sim imposto pelas distribuidoras. “O que está acontecendo é um repasse quase que diário do custo internacional. A Petrobras não aumentou, mas como parte do nosso combustível vem de fora, o preço sobe na bomba porque a importação ficou mais cara”, afirmou.
Atualmente, a defasagem entre o preço da Petrobras e o custo de importação é de cerca de R$ 2,22 para o diesel e R$ 1,10 para a gasolina, segundo cálculos do setor.
Além do preço mais alto, o fantasma do desabastecimento começa a preocupar. Algumas distribuidoras já estão impondo restrições de venda aos postos, embora o RECAP garanta que, por enquanto, não há falta de produto nas bombas da região.
“O consumidor pode ficar tranquilo que combustível tem. O problema é o preço, que deve continuar pressionado enquanto a guerra no Oriente Médio não der trégua”, completou Valdívia.







