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Saiba quem era a jovem morta durante roubo de celular em ponto de ônibus em Hortolândia

Gabriela Camargo, de 20 anos, tentou impedir a fuga do criminoso após entregar o celular; ela foi baleada e morreu a poucos metros do local do crime.

Marcela Gomes
Marcela Gomes
Chefe de redação na Thathi Record Campinas e editora-chefe do Balanço Geral. Apaixonada por jornalismo, com especialização em Mídia e Tecnologia e pós graduação em Semiótica. Mãe do Nietzsche (o cão, não o filósofo) e do Luck, meu "Felix Felicis".
Saiba quem era a jovem morta durante roubo de celular em ponto de ônibus em Hortolândia
Foto: arquivo pessoal

Gabriela Camargo de Jesus Lima, de 20 anos, foi assassinada a tiros na manhã desta terça-feira, 29, durante um assalto no Jardim Nova Europa, em Hortolândia. A jovem morava com amigos e estava a caminho do trabalho quando foi abordada por um criminoso armado, que tentou roubar o celular.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Gabriela está sozinha no ponto de ônibus, mexendo no celular, quando o suspeito passa de moto pela primeira vez. Segundos depois, ele retorna, para ao lado da jovem e anuncia o assalto. Inicialmente, Gabriela entrega o aparelho, mas o criminoso deixa o celular cair. Ao descer da moto para pegá-lo, ela muda de atitude e reage.

Outra câmera mostra a jovem correndo atrás do suspeito e até se pendurando na moto para tentar impedir a fuga. Ela consegue derrubar o veículo e o homem, mas é nesse instante que ele saca a arma e dispara. Gabriela é baleada na cabeça. Ainda ferida, ela tenta correr por outra rua, mas cai logo depois. O corpo foi encontrado próximo ao local do crime, com o celular jogado a poucos metros.

Segundo o amigo Muriel Vieira dos Santos, que morava com Gabriela, ela havia saído cedo para trabalhar. Foi por meio das imagens compartilhadas nas redes sociais que Muriel reconheceu a amiga — pelas roupas e acessórios que usava no momento.

“Ela era muito alegre, todo mundo gostava dela. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer com a gente”, desabafou Muriel, emocionada.

Vizinhos ficaram assustados com os disparos e relataram o momento em que encontraram a vítima caída. Uma das moradoras conta que, ao ouvir os tiros, saiu correndo de casa e viu Gabriela ainda com sinais de vida.

A mesma testemunha relata que o criminoso fugiu pela contramão, visivelmente desnorteado. A Polícia Militar foi acionada pelos próprios vizinhos e isolou a área até a chegada da perícia. A Polícia Civil refez o trajeto da vítima, seguindo rastros de sangue para entender a dinâmica do crime.

Professor de matemática de Gabriela no ensino médio, Ageu Vicente contou que a jovem era tranquila e tinha um bom grupo de amigos.

“Uma menina doce, sempre respeitosa, muito querida. Uma tragédia dessas é revoltante”, lamentou.

A violência deixou os moradores do bairro abalados. Eles contam que assaltos são frequentes na região e que a sensação de insegurança só aumenta.

“Já teve arrastão em frente à escola. Agora, uma menina morta assim, de manhã. A gente vive com medo”, disse uma comerciante local.

A Polícia Civil segue investigando o caso e busca novas imagens de câmeras de segurança para identificar o trajeto do suspeito após o crime. Até o momento, ninguém foi preso.

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