Em 2024, o Brasil registrou um aumento recorde de mais de 440 mil afastamentos de trabalhadores devido a transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout, segundo o Ministério da Previdência Social. Para enfrentar esse problema, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01) será atualizada, exigindo que, a partir de 26 de maio de 2025, todas as empresas realizem avaliações de riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), tornando a saúde mental uma obrigatoriedade legal.
Além disso, a negligência com a saúde mental pode afetar os lucros das empresas, pois, de acordo com a OMS, para cada US$ 1 investido em programas nessa área, o retorno pode ser de até US$ 4 em produtividade. Pesquisa da Harvard Business Review indica que empresas com iniciativas estruturadas em saúde mental podem reduzir a rotatividade de funcionários em até 40%.
O absenteísmo por transtornos psicológicos já é a segunda maior causa de afastamento do trabalho no Brasil. O presenteísmo – quando funcionários permanecem no trabalho, mas operam com baixa produtividade devido a problemas emocionais – pode custar até 12% do faturamento anual das empresas.
Empresas sem políticas de saúde mental registram queda de 33% no engajamento e na retenção de talentos.
“A saúde mental no trabalho não é mais uma opção ou um tema para o futuro. A questão agora não é SE as empresas vão atuar, mas QUANDO. O tempo de postergar essa conversa acabou. O Brasil bate recordes de afastamentos, e quem não agir agora estará colocando seu negócio em risco – seja pela alta rotatividade, seja pelo impacto financeiro de colaboradores adoecidos”, destaca Luanna Cunha, psicóloga e diretora executiva.
Práticas que ajudam na prevenção de problemas mentais:
1. Mapeamento de riscos psicossociais
2. Segurança psicológica no ambiente de trabalho
3. Treinamentos de líderes para gestão emocional
4. Estratégias de Psicologia Positiva para engajamento