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Servidores de Jaguariúna mantêm greve mesmo após reajuste aprovado pela Câmara

Foto: Divulgação

Os servidores municipais de Jaguariúna decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (9), manter a greve iniciada nesta semana. Apesar da aprovação, na véspera, de um reajuste de 5% nos salários e 10% no vale-refeição pela Câmara de Vereadores, a categoria afirma que a proposta do Executivo não atende às reivindicações principais, que envolvem valorização profissional e melhores condições de trabalho.

A mobilização começou na segunda-feira (7), com um ato que reuniu cerca de 400 trabalhadores na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaguariúna (Sindserv). Representantes de diversas áreas da administração participaram do protesto, entre elas Educação, Saúde, Obras, Administração, Segurança Pública e o Serviço de Água e Esgoto (SAAEJA). A adesão expressiva demonstrou o grau de insatisfação da categoria com o andamento das negociações e as condições enfrentadas no dia a dia.

Segundo o Sindserv, a proposta aprovada pelo Legislativo é insuficiente diante das perdas salariais acumuladas e da precarização do ambiente de trabalho. Em carta aberta à população, divulgada ainda na segunda-feira, o sindicato já havia alertado sobre a possibilidade de greve caso não houvesse avanços concretos por parte do governo.

Do outro lado, a Prefeitura de Jaguariúna afirma que a paralisação é “ilegal e abusiva”, uma vez que, segundo o Executivo, as negociações ainda estavam em curso quando o movimento foi deflagrado. A administração municipal também argumenta que os índices aprovados na Câmara superam a inflação registrada em 2024, o que reforçaria o compromisso da gestão com a valorização dos servidores.

Em nota oficial divulgada nesta quarta, a Prefeitura informou que todos os serviços essenciais estão funcionando normalmente. Na área da Saúde, o atendimento à população segue sem interrupções. Já na Educação, o número de escolas em funcionamento aumentou: cinco das 26 unidades estão com atividades regulares nesta quarta, contra apenas uma na terça-feira.

Mesmo diante da reação do governo, a categoria reafirma que seguirá mobilizada até que haja uma proposta mais robusta. “Hoje mostramos nossa força e nossa determinação. Se não forem atendidas nossas demandas, seguiremos firmes na luta por nossos direitos”, afirmou Luiz Carlos, conhecido como Kaká, presidente do sindicato, durante o ato que marcou o início da paralisação.

A greve segue sem prazo para terminar, enquanto sindicato e prefeitura permanecem em lados opostos da mesa. O impasse continua.

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