A reorganização no atendimento da rede municipal de saúde de Campinas, após a confirmação de novos casos de infecção pela bactéria KPC, tem impactado a rotina de pacientes que aguardam por internação. No Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, pacientes seguem em macas na área de emergência enquanto aguardam a liberação de leitos.
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O filho de uma paciente deu entrada com a mãe no hospital para refazer uma cirurgia no fêmur e recebeu a notícia de que não há vaga para internação. “Minha mãe deu entrada ontem aqui no Mário Gatti, encaminhada do ambulatório. Desde então, ela está na maca aguardando um leito. A gente foi informado que não tem vaga no momento e que não há previsão”, relatou Fábio Marques da Silva.
Segundo ele, a falta de informação também preocupa. “Não foi passada nenhuma informação sobre essa questão da bactéria. Cheguei a falar com a médica ontem, mas ela disse que o caso seria avaliado, sem dar mais detalhes. A gente fica sem entender exatamente o que está acontecendo.”
A reorganização está relacionada ao plano de contingência adotado após a confirmação de novos casos de infecção pela KPC. Como medida de segurança, parte da UTI Adulto foi temporariamente interditada e os pacientes precisaram ser redistribuídos dentro do hospital. Com isso, leitos de enfermaria passaram a ser utilizados para casos de maior complexidade, reduzindo a capacidade de internação.
Segundo a Rede Mário Gatti, nove pacientes estão com a bactéria e seguem isolados, com equipes exclusivas. A UTI Adulto não está recebendo novos pacientes desde o dia 10 de março. A previsão é que o atendimento seja normalizado em até 30 dias.
Enquanto isso, o atendimento segue sendo reorganizado e pacientes continuam aguardando por vagas na rede pública.







