Lula convoca ministros para discutir reação ao tarifaço de Trump

O governo do Brasil também decidiu criar, segundo a Casa Civil, um grupo de estudos para definir qual será a reação a ser adotada

Lula na Cúpula do Brics Rio 2025 no Rio de Janeiro | Renan Areias/Agência Enquadrar/Folhapress
Lula na Cúpula do Brics Rio 2025 no rio de Janeiro | Renan Areias/Agência Enquadrar/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para a manhã desta quinta-feira (10) uma reunião no Palácio da Alvorada para discutir a resposta do Brasil ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar as importações brasileiras em 50%, alegando medidas judiciais que ele considera injustas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e big techs.

O governo do Brasil também decidiu criar, segundo a Casa Civil, um grupo de estudos para definir qual será a reação a ser adotada ante a imposição das tarifas, que devem entrar em vigor a partir de 1º de agosto.

Na quarta, em nota oficial após o anúncio de Trump, Lula disse que o Brasil responderia à imposição de tarifas comerciais usando a Lei de Reciprocidade, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente.

Na hipótese de uma reação aos Estados Unidos, a reportagem da Folha apurou que técnicos no governo Lula consideram que uma elevação de impostos sobre produtos americanos não é o caminho mais eficiente.

Os principais produtos importados pelo Brasil dos EUA são motores e máquinas, óleo combustível, aeronaves e gás natural, além de medicamentos. Aplicar uma sobretaxa sobre essa pauta traria consequências econômicas indesejadas, com risco de contratar inflação, ainda de acordo com esse auxiliares.

Uma opção seria a chamada retaliação cruzada sobre serviços e propriedade intelectual, resposta que foi eficaz no passado numa disputa que Brasil e EUA travaram sobre subsídios que os americanos davam ao algodão.

Redação / Folhapress

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