A Paraíba ampliou a participação da população nas classes A, B e C entre 2022 e 2024, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas. O percentual subiu de 49,05% para 62,59%, um avanço de 13,54 pontos percentuais no período analisado.
O levantamento classifica como classe A famílias com renda acima de 20 salários mínimos, classe B entre 10 e 20 salários mínimos e classe C entre quatro e 10 salários mínimos. O crescimento reflete, principalmente, a expansão da renda gerada pelo trabalho no estado.
De acordo com a FGV, a integração de políticas públicas contribuiu para a mudança do perfil de renda. Programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada e ações de acesso à educação e ao crédito fortaleceram esse movimento.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, avaliou que os dados confirmam a efetividade das políticas sociais. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média”, afirmou. O ministro destacou que os programas vão além da transferência de renda. “Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, explicou.
No cenário nacional, o estudo indica que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza entre 2022 e 2024. Esse movimento representou um crescimento de 8,44 pontos percentuais da população nas classes de maior renda em todo o país.


