Alergia a sêmen: condição pouco conhecida afeta vida sexual e emocional de mulheres

O tema foi detalhado pela ginecologista Wanuzia Keyla Miranda durante entrevista ao programa Com Você, da TH+ SBT Tambaú, apresentado por Fernandinha Albuquerque

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Alergia a sêmen: condição pouco conhecida afeta vida sexual e emocional de mulheres, alerta ginecologista
Foto: TH+ SBT Tambaú

A alergia a sêmen, apesar de pouco discutida, pode afetar de forma significativa a vida sexual, o planejamento reprodutivo e o bem-estar emocional de muitas mulheres. O tema foi detalhado pela ginecologista Wanuzia Keyla Miranda durante entrevista à TH+ SBT Tambaú.

Segundo a especialista, os sintomas típicos incluem ardência, vermelhidão, inchaço e coceira, geralmente surgindo cerca de 30 minutos após a relação sexual desprotegida. Esse intervalo é um indicativo importante para diferenciar a alergia de infecções comuns, como a candidíase.

A ginecologista explica que o diagnóstico pode ser sugerido pelo chamado “teste do preservativo”: se os sintomas surgem apenas após relações sem proteção, e desaparecem quando a camisinha é utilizada, há forte suspeita de hipersensibilidade ao sêmen.

Convivência e impacto na fertilidade

Wanuzia esclarece que a alergia não causa infertilidade diretamente, mas pode dificultar a gravidez porque muitas mulheres só evitam os sintomas usando preservativo ou optando pelo coito interrompido, o que impede a fecundação. Nesses casos, recursos como a fertilização assistida podem possibilitar a gestação.

Entre as alternativas terapêuticas, a médica cita o uso de antihistamínicos, que reduzem os sintomas imediatos, e técnicas de dessensibilização, consideradas mais complexas. Outra opção é a lavagem de espermatozoides para posterior implantação no útero.

Desafios na relação e descrédito do parceiro

A condição também pode gerar conflitos conjugais, já que algumas mulheres podem apresentar alergia apenas ao sêmen de um parceiro específico. “O parceiro, muitas vezes, desacredita da queixa, achando que é ‘moda’ ou exagero”, observou a ginecologista.

Alergia ao látex e outros incômodos

Durante o programa, telespectadoras relataram dúvidas sobre a possibilidade de alergia ao látex do preservativo, o que também é reconhecido na literatura médica. Nesse caso, a troca do método contraceptivo ou do tipo de absorvente íntimo — incluindo modelos de algodão ou internos — pode aliviar desconfortos como ardência, vermelhidão e bolhas.

Menstruação, laqueadura e menopausa

A entrevista também abordou questões frequentes sobre menstruação e ciclos irregulares. Entre os temas comentados:

  • Laqueadura pode, em alguns casos, alterar a irrigação sanguínea dos ovários, repercutindo no ciclo menstrual.
  • Mulheres podem menstruar entre 3 e 7 dias, sendo ambas durações consideradas normais.
  • A partir dos 40 anos, ciclos mais curtos ou fluxos reduzidos podem indicar o início da transição para a menopausa.
  • O aleitamento pode suspender a menstruação, mas não funciona como método contraceptivo, alertou a médica.

A ginecologista reforçou a importância de consultas regulares ao especialista diante de qualquer alteração persistente no ciclo menstrual, desconforto durante relações ou suspeita de alergias íntimas.

Ao final, a especialista lembrou: “Alergia a sêmen existe, não é mito, e deve ser investigada. Observar a sintomatologia e procurar a ginecologista é fundamental para evitar sofrimento e garantir qualidade de vida”.

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