Um grupo de apoiadores do influenciador Hytalo Santos realizou uma oração em frente ao Presídio do Róger, em João Pessoa, na véspera de Natal. O registro, feito na quarta-feira (24), foi compartilhado nas redes sociais por Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, que tem se manifestado com frequência sobre a situação do influenciador, preso há quase cinco meses.
Na publicação, Kamylinha aparece com outras pessoas orando e deixou uma mensagem em tom de desabafo e apoio. Ela pede proteção aos detidos e menciona diretamente nomes associados ao influenciador. “Deus cuida deles aí dentro, senhor protege eles e não deixa a força deles acabar… Que tristeza esse Natal sem vocês, mas Deus eu confio no senhor e nos seus planos”, escreveu. O texto também apresenta declarações de afeto e defesa, afirmando que os citados teriam transformado a vida dos apoiadores com “carinho, zelo e cuidado”.
Na mesma semana, uma carta atribuída a Hytalo Santos voltou a circular nas redes sociais, também divulgada por Kamylinha. O texto reúne críticas ao sistema judicial, questionamentos sobre o andamento do processo e menções ao período eleitoral.
De acordo com a carta, Hytalo afirma estar impedido de conceder entrevistas e de se manifestar publicamente, alegando que tal medida o impediria de realizar a própria defesa fora dos autos. Ele também menciona que deverá passar o Natal e o Ano Novo detido, reforçando o tom de insatisfação.
O texto atribuído ao influenciador também apresenta críticas àquilo que ele considera um tratamento seletivo da lei e menciona que o caso teria, segundo sua avaliação, assumido caráter “moral e midiático”. A carta sugere ainda que conteúdos publicados nas redes sociais do influenciador — como vídeos, músicas, roupas e procedimentos estéticos — estariam sendo utilizados como base para acusações.
Em tom político, o documento afirma que decisões recentes poderiam estar relacionadas à necessidade de demonstrar atuação pública em ano eleitoral. Ele menciona diretamente o gênero musical brega funk e critica ações que descreve como restrições culturais, destacando: “Começaram me prendendo. Agora estão proibindo shows de brega, regulamentando redes sociais e ditando o que é ou não cultural”.
A carta termina com críticas ao sistema judicial e é finalizada com a hashtag #Justiça. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autoria da carta nem manifestação das autoridades sobre seu conteúdo.
Além de divulgar o texto, Kamylinha comentou sobre o impacto emocional das festas de fim de ano para familiares e amigos. Ela afirmou que Hytalo Santos e outro detido mencionado como Euro seguem presos, destacando que, na visão dos apoiadores, a prisão ocorre antes de condenação definitiva.
“Já são quase cinco meses presos, pagando uma pena antes mesmo de qualquer condenação”, escreveu Kamylinha, afirmando acreditar que “os fatos serão esclarecidos”.



