Caminhoneiros da Paraíba avaliam a possibilidade de paralisação nacional e aguardam reuniões com federações e confederações da categoria para definir os próximos passos do movimento. A articulação ocorre após reclamações sobre o aumento do preço do diesel e condições de trabalho nas estradas.
O presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Empresas de Transporte de Combustíveis e Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindconpetro-PB), Emerson Galdino, informou que a categoria participa de um encontro entre os dias 7 e 10 de abril, em Brasília, onde representantes estaduais e nacionais devem consolidar uma pauta comum para negociação com o governo federal e órgãos reguladores.
Segundo o dirigente, os caminhoneiros paraibanos relatam problemas que vão além do custo do combustível, como falta de segurança nas rodovias, abordagens consideradas abusivas durante fiscalizações e ausência de estrutura adequada em pontos de carga e descarga. Entre as reclamações, estão restrições ao uso de sanitários em empresas e a inexistência de locais apropriados de descanso.
Galdino afirmou que uma eventual greve não pode ser deflagrada de forma imediata devido ao impacto direto no abastecimento e na economia. A orientação nacional é intensificar o diálogo com autoridades e empresas antes de qualquer decisão sobre paralisação.
A categoria também aponta reflexos na saúde dos trabalhadores, citando casos de hérnia de disco, hipertensão e diabetes associados às longas jornadas ao volante. Representantes sindicais defendem a criação de políticas públicas específicas para assistência médica e melhores condições de trabalho para os profissionais do transporte rodoviário de cargas.
Na Paraíba, o sindicato informou que já solicitou reuniões com órgãos federais e entidades reguladoras para discutir as demandas locais e alinhar a participação do estado nas decisões nacionais da categoria.



