A capitã Rebeca se pronunciou após a divulgação de informações sobre uma portaria envolvendo atribuições na Guarda Metropolitana de João Pessoa e afirmou que não cometeu irregularidades. Em declaração pública nas redes sociais, ela disse que segue atuando dentro da legalidade, mantém presença operacional nas ruas e continuará prestando contas à população sobre o trabalho desenvolvido na segurança pública.
Rebeca afirmou que tomou conhecimento da situação por mensagens e publicações em redes sociais, sem participação em reuniões prévias. “Não fui chamada para reunião nenhuma e não fui convidada para qualquer diálogo, mesmo sempre tendo me colocado aberta à conversa”, declarou. Segundo ela, nenhuma norma impede a atuação junto às equipes operacionais da Guarda.
A secretária executiva reforçou que não existe base jurídica para restringir o trabalho exercido. “Não há nenhuma regra que me impeça de ir às ruas ou de exercer minhas atribuições junto à Guarda Metropolitana”, afirmou, ao negar qualquer desvio de função. Rebeca disse que utiliza as redes sociais para prestar esclarecimentos diretamente à sociedade. “Sou policial há 14 anos e devo satisfação a quem paga o nosso salário todos os meses”, declarou. Ela destacou que construiu a trajetória profissional antes de ocupar cargos de gestão e que não aceita que informações distorcidas definam a história pessoal.
O secretário de Segurança Urbana de João Pessoa, João Almeida, também se pronunciou nas redes sociais e afirmou que a discussão envolve o respeito às atribuições legais do comando da Guarda Metropolitana. “Não existe portaria que possa retirar competências definidas por lei federal e leis municipais”, declarou, ao defender a observância do ordenamento jurídico.
João Almeida explicou que a Guarda Metropolitana segue um modelo institucional definido nacionalmente. “As atribuições do comando pertencem a servidores concursados, estruturados hierarquicamente e amparados por lei”, afirmou. Segundo ele, nenhuma decisão administrativa pode usurpar essas competências.
O secretário destacou que a pauta representa uma reivindicação antiga do comando e de entidades representativas da categoria. “Não podemos prevaricar, precisamos seguir o jurídico e garantir autonomia à Guarda, sem ingerência política”, disse. Para João Almeida, a independência institucional fortalece a segurança e beneficia diretamente a sociedade.
Ao encerrar a manifestação, a capitã Rebeca reafirmou o compromisso com a função pública. “Nada disso muda quem eu sou, cheguei até aqui pelo meu trabalho e seguirei firme, prestando contas à população”, concluiu, ao defender um modelo de administração pública baseado em transparência e responsabilidade.



