Caravelas nas praias de João Pessoa; o que fazer ao ter contato com a espécie?

O animal, conhecido pela coloração vibrante e aparência semelhante a uma água-viva, foi filmado enquanto flutuava

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Influenciadora registra caravela-portuguesa em João Pessoa e alerta para riscos durante o verão
Foto: Divulgação, Corpo de Bombeiros

A influenciadora Juliana Löding (@mundocomju), que atua com assessoria para visto e roteiros de viagem, registrou recentemente uma caravela-portuguesa (Physalia physalis) no litoral de João Pessoa (PB). O animal, conhecido pela coloração vibrante e aparência semelhante a uma água-viva, foi filmado enquanto flutuava nas águas mornas da capital paraibana e ganhou destaque nas redes sociais.

A publicação combinou imagens feitas por Juliana e pelo criador de conteúdo Rafael Mesquita (@rafa.mesquita), que registra cenas da vida marinha. A influenciadora relatou que, inicialmente, pensou se tratar de um objeto descartado no mar.
Achei que era um plástico perdido no meio do mar…”, escreveu.

O que é a caravela-portuguesa

Apesar da aparência, o organismo não é um único animal, mas sim uma colônia de cnidários interligados, que funcionam como um ser vivo coletivo. A caravela é composta por diferentes estruturas, entre elas:

  • flutuador cheio de gás, visível na superfície;
  • tentáculos urticantes que podem atingir dezenas de metros;
  • coloração que varia entre azul, rosa e roxo.

Os tentáculos liberam toxinas que podem causar queimaduras intensas. Segundo Juliana, as reações podem ser perigosas para humanos e animais, especialmente no verão, quando há maior incidência da espécie no Nordeste, Santa Catarina, Rio de Janeiro e litoral paulista.

Presença aumenta no verão

A espécie ocorre em águas quentes do Atlântico, Pacífico e Índico, sendo registrada em regiões como Açores, Madeira e costa portuguesa continental. No Brasil, a chegada às praias costuma ser favorecida por ventos e correntes marítimas, principalmente na alta temporada.

Estados como Paraíba e São Paulo registram recorrência de ocorrências, o que exige atenção de banhistas. Crianças, em especial, podem se aproximar atraídas pela aparência colorida do animal.

Como agir ao avistar o animal

Especialistas orientam que, ao encontrar uma caravela-portuguesa, o banhista deve:

  • manter distância e não tocar;
  • avisar um guarda-vidas;
  • sinalizar o local para evitar aproximação de outras pessoas.

O contato com os tentáculos pode provocar sintomas como dor aguda, queimaduras, vermelhidão e reações alérgicas.

Em caso de contato acidental

A recomendação é:

  • lavar a região com água do mar (não usar água doce);
  • evitar métodos caseiros como café ou urina;
  • buscar apoio médico em caso de dor intensa, dificuldades respiratórias ou sinais de alergia.

A caravela-portuguesa não costuma ser fatal no Brasil, mas pode causar reações fortes e merece atenção. Além disso, o animal tem função ecológica relevante, compondo a rede alimentar de espécies como a tartaruga-de-couro.

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