Chuvas aumentam casos de mofo; veja riscos para saúde e como evitar problema

A presença de mofo em ambientes internos está associada ao agravamento de alergias, crises de asma e impactos no sistema imunológico.

Imagagem: Reprodução

As fortes chuvas registradas nos últimos meses têm favorecido o surgimento de mofo em ambientes fechados, principalmente em locais com infiltrações, pouca ventilação e excesso de umidade. O problema, comum em períodos chuvosos, vai além do desconforto causado pelas manchas nas paredes e pelo mau cheiro: a exposição aos fungos pode provocar doenças respiratórias e até infecções mais graves.

Segundo o relatório WHO Guidelines for Indoor Air Quality: Dampness and Mould, da Organização Mundial da Saúde (OMS), a presença de mofo em ambientes internos está associada ao agravamento de alergias, crises de asma, irritações respiratórias e impactos no sistema imunológico.

Os fungos liberam esporos microscópicos que ficam suspensos no ar e podem ser inalados. A exposição frequente afeta principalmente pessoas com asma, bronquite, rinite alérgica, crianças, idosos e indivíduos com baixa imunidade.

Pessoas que possuem o sistema imunológico enfraquecido devido a doenças, tratamentos médicos ou uso de medicamentos específicos estão entre as mais vulneráveis. Isso inclui pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, pessoas que fazem uso contínuo de corticoides e imunossupressores.

Além das doenças respiratórias, algumas espécies de fungos podem produzir toxinas prejudiciais ao organismo humano. Entre os sintomas associados à exposição ao mofo estão:

  • Tosse persistente;
  • Falta de ar;
  • Irritação nos olhos, nariz e garganta;
  • Dores de cabeça;
  • Fadiga;
  • Crises alérgicas;
  • Dificuldade de concentração.

Em casos mais graves, fungos como o Aspergilose podem provocar infecções pulmonares severas e agravar quadros respiratórios, especialmente em pessoas imunossuprimidas.

Como evitar o mofo

Especialistas afirmam que controlar a umidade é a principal forma de prevenção. Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de proliferação dos fungos dentro de casa.

Mantenha os ambientes ventilados

  • Abra portas e janelas diariamente para permitir a circulação do ar;
  • Evite deixar cômodos fechados por muito tempo;
  • Utilize ventiladores ou exaustores em áreas mais úmidas, como banheiros e cozinhas.

Controle a umidade

  • Corrija infiltrações, vazamentos e goteiras o mais rápido possível;
  • Evite acúmulo de água em ralos, quintais e vasos de plantas;
  • Se possível, utilize desumidificadores ou sílica em armários e locais fechados.

Evite o excesso de umidade dentro de casa

  • Não deixe roupas molhadas secando em ambientes fechados;
  • Evite encostar móveis diretamente em paredes úmidas;
  • Prefira manter colchões, sofás e armários em locais arejados.

Faça limpeza frequente

  • Limpe paredes, tetos e superfícies úmidas regularmente;
  • Utilize produtos antifúngicos ou tintas antimofo em áreas mais suscetíveis;
  • Observe sinais de manchas escuras, bolor e cheiro forte de umidade.

Cuidados ao limpar o mofo

Quando o mofo já está instalado, a recomendação é realizar a limpeza utilizando produtos específicos, como água sanitária diluída. O ideal é usar luvas e máscara durante o processo para evitar a inalação direta dos esporos.

Especialistas reforçam que sintomas persistentes relacionados à exposição ao mofo devem ser investigados por profissionais de saúde, principalmente em pessoas com doenças respiratórias ou baixa imunidade.

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