Congresso sobre doenças raras reúne especialistas e segue com programação nesta sexta (24) em João Pessoa

O evento acontece no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça e reúne especialistas, representantes de instituições e familiares de pacientes.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O Ministério Público da Paraíba sedia, em João Pessoa, o III Congresso Nacional de Direitos Humanos nas Doenças Raras, que teve início nesta quinta-feira (23) e segue com programação nesta sexta-feira (24 de abril). O evento acontece no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça e reúne especialistas, representantes de instituições e familiares de pacientes.

Promovido pela Associação Paraibana de Doenças Raras, com apoio do MPPB, o congresso tem como foco a efetivação dos direitos fundamentais das pessoas com doenças raras, além do enfrentamento à invisibilidade social que atinge esse público.

Durante a abertura, o 1º subprocurador-geral de Justiça, Luís Nicomedes, destacou a importância do evento como espaço de diálogo. “As pessoas com doenças raras enfrentam desafios que vão do diagnóstico ao tratamento e à inclusão social. É necessário garantir a dignidade e os direitos fundamentais desse público”, afirmou.

A programação inclui palestras, painéis temáticos e debates sobre políticas públicas, acesso à saúde e atuação do sistema de Justiça. Entre os destaques, está a palestra inaugural ministrada pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, que abordou os desafios enfrentados por pacientes e familiares, incluindo a chamada “odisseia diagnóstica”, que pode levar de cinco a sete anos até a confirmação da doença.

Dados apresentados durante o evento, com base no Ministério da Saúde, indicam que cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma doença rara. Desse total, 80% têm origem genética e 75% se manifestam ainda na primeira infância, o que reforça a importância de diagnóstico precoce, por meio de exames como o teste do pezinho ampliado e testes genéticos.

Os debates também abordam a necessidade de ampliação de centros especializados, já que o país conta com poucos serviços habilitados, além do fortalecimento de políticas públicas previstas na Portaria nº 199/2014, que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no SUS.

Nesta sexta-feira (24), a programação continua com painéis como “Proteção Social Rara: SUAS, Direitos e Acesso” e o encontro “A Voz da Família Rara: Desafios e Conquistas”, além de palestras sobre saúde emocional de cuidadores, proteção de dados e direitos humanos.

O congresso busca fortalecer o debate sobre equidade no acesso à saúde, promover a integração entre instituições e contribuir para a construção de políticas públicas mais eficazes voltadas às pessoas com doenças raras no Brasil.

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