RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

92% das pessoas não conseguem manter a dieta no Natal, revela pesquisa

Uma
pesquisa realizada entre novembro e dezembro por médicos
da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) aponta
que apenas 8% dos
entrevistados conseguem
manter a dieta durante o período de Natal.

Foram
ouvidos 400 pacientes, para
avaliar o perfil comportamental nas comemorações. Participaram
pessoas de São Paulo, Rio
de Janeiro, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Pará, Paraíba, Pernambuco,
Paraná e Brasília.

O
levantamento mostrou que 37%
assumiram sair completamente da dieta
alimentar enquanto 55%
relataram que se permitem sair da dieta, mas buscam equilibrar na
hora de montar o prato.

Ainda
segundo o estudo, para 51%,
a ceia de Natal é um momento calmo e reflexivo. Já
para 49%, esse é um momento
conturbado e com muito falatório.

Tempo
na mesa
– Sobre
o tempo de permanência na mesa, a pesquisa revela que 41%
disseram levar de duas a três horas entre a ceia e a sobremesa, 39%
cerca de uma hora, 13% entre quatro e cinco horas e 7% mais do que
seis horas.

Em
paralelo, 57% das pessoas afirmam ficar mais uma hora petiscando, 26%
de duas a três horas, 9% de quatro a cinco horas e 8% mais do que
seis horas. “Quanto mais tempo em mesa, maior a propensão a
exagerar, pela exposição à comida e aos petiscos”, ressaltou
o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Abran.

Pós
ceia
– As sensações
pós-ceia também foram questionadas. O sentimento de felicidade está
presente para 44% das pessoas, assim como tranquilidade para 37%
delas. Já os sentimentos de culpa (15%), exaustão (12%), tristeza
(4%) e raiva (2%) também foram relatados. Uma das respostas comenta
sobre impotência e frustração por não conseguir manter um
objetivo.

O
exagero maior, segundo 46% dos pacientes, é na noite de Natal,
seguido por 35% que mostraram abusar nos dois dias e 19% apenas no
almoço. No dia após o Natal, a compensação relatada por 47% é
encontrada em forma de redução alimentar, ou seja, diminuir o ritmo
e comer menos. Além disso, a prática
de exercícios foi lembrada por 29% dos pacientes, além de fazer
jejum, por 7%. “As escolhas e substituições devem ser conscientes
durante todo o ano. Permitir-se é bom, mas saber as consequências é
ideal para conseguir chegar à moderação”, esclarece Ribas.

Os
preferidos no Natal

Em
relação aos alimentos favoritos do Natal, as tradicionais carnes
brancas foram as mais lembradas, por 70% das pessoas, seguidas por
frutas, castanhas e nozes (62%), saladas (59%), farofa (58%),
salpicão (53%), arroz (51%), carnes suínas como leitão e pernil
(38%), maionese (24%), e carnes vermelhas bovinas (14%). Como
sobremesa, doces e frutas são os mais consumidos, por 45% dos
pesquisados, seguidos por apenas doces, escolhidos por 34%, e apenas
frutas, por 18%.

Quando
questionados sobre opções mais saudáveis, os mais lembrados para a
ceia são: salada especial (53%), sementes e cereais (27%), pães
integrais (17%) e arroz integral (17%). Para 34%, não existem opções
saudáveis na ceia.

Na
seção de bebidas, as alcoólicas são as mais pedidas, por mais de
50% das pessoas. Também foram mencionados água, por 41% delas,
refrigerantes, por 29%, sucos naturais, por 23%, água com gás (12%)
e sucos industrializados (6%).

Sobre
os tipos de bebidas alcoólicas, 38% consomem vinho tinto, 36% bebem
espumantes, 18% cerveja, 5% uísque e 3% vodca. Muitas das respostas
comentavam que era quase incontável o consumo da bebida alcoólica.

Para
o médico nutrólogo, se a pessoa não tem restrições alimentares,
o importante é não proibir totalmente nenhum tipo de alimento ou
bebida. “Vemos muitos pacientes que exageram nas festas de fim de
ano e passam o ano seguinte inteiro tentando compensar os exageros.
Há de que se entender que hábitos alimentares não mudam de uma
hora para outra. Existem medidas que devemos aprender para a nossa
vida”, conclui Ribas.

Com
informações do JC Online

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS