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Antiviral apresenta bons resultados em testes contra o novo coronavírus

A agência reguladora de alimentos e remédios dos Estados Unidos deve autorizar, em caráter emergencial, o uso clínico do Remdesivir para o tratamento de pacientes da Covid-19. Segundo o governo norte-americano, o antiviral é o primeiro medicamento capaz de melhorar o quadro de saúde dos infectados pelo novo coronavírus.

Estudos realizados com 1.063 pacientes de hospitais dos EUA indicaram, em resultados iniciais, que a substância reduz de quinze para onze dias o tempo de recuperação do paciente. O Remdesivir já foi testado na epidemia do Ebola, na África, e também contra o HIV, mas não apresentou resultados positivos como contra a Covid-19.

As descobertas foram comemoradas pelo diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, doutor Anthony Fauci, que declarou que os resultados devem acelerar as autorizações para a fabricação em série do medicamento nos Estados Unidos.

O especialista em imunologia, doutor Morton Scheinberg, explica que o Remdesivir consegue interromper o processo de replicação do novo coronavírus dentro das células infectadas, impedindo, assim, que a doença se espalhe pelo organismo. “Ele [o Remdesivir] vai lá e gruda, e grudando no RNA mensageiro, você acaba não tendo condição de fazer a replicação viral intracelular. Acho que eu e os outros infectologistas vão estar muito otimistas, porque eles vão poder usar como tratamento coadjuvante a outros recursos, que estão sendo empregados nos pacientes com pnemopatia grave. Esse é o primeiro estudo de valor científico de qualidade”, afirma o médico.

O Brasil foi um dos países selecionados por um projeto da Organização Mundial da Saúde para testar medicações consideradas promissoras contra a Covid-19. Entre as substâncias escolhidas para testagem está o Remdesivir e a Cloroquina.

O protocolo de testes prevê que o paciente receba o remédio nos primeiros dez dias de manifestação dos sintomas, evitando que a doença evolua para um quadro grave. De acordo com o doutor Morton Scheinberg, a expectativa é que o medicamento reduza o tempo de internação das pessoas infectadas e, logo, desafogue o sistema de saúde.

“Acreditamos que, com número maior de pacientes, vai se mostrar uma redução de 30% de mortalidade naqueles pacientes que usam Remdesivir, é bastante. É o primeiro lado positivo, que talvez um antiviral que vai ajudar a reduzir os pacientes a saírem da ventilação mecânica, eventualmente serem curados da infecção”, argumenta o doutor Morton Scheinberg.

Doze centros de tratamentos no país fazem parte do programa, entre eles, o Instituto Emílio Ribas, em São Paulo. Os estudos, no Brasil, devem começar daqui a quinze dias.

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SBT

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