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Após admitir dificuldade com óleo, governo lança site ‘Mancha no litoral’

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Um dia depois de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, admitir dificuldade no monitoramento das manchas de óleo no Nordeste, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) lançou um site para divulgar informações sobre o desastre com petróleo. 

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O “Mancha no litoral” reúne informações sobre as ações do governo, a quantidade de resíduo recolhido, os órgãos e equipes envolvidas, as possíveis causas, além de perguntas e respostas sobre o derramamento. 

“O governo está 100% comprometido com as ações para solucionar os danos causados pelas manchas de óleo”, destaca o site.

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De acordo com as informações disponíveis, o governo vem atuando desde 2 de setembro, “de maneira integrada e ininterrupta para conter os danos causados pelo derramamento de óleo no litoral nordestino”.

“Nenhum esforço foi poupado para intensificar as ações de monitoramento e limpeza das praias atingidas.”

Nesse período, segundo o site, foram coletadas 1.027 toneladas de resíduos em uma faixa de 2,5 mil quilômetros da costa brasileira.

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Como mostrou a Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (24), o destino do óleo é incerto. 
O Ibama, a Marinha e a Petrobras têm versões diferentes sobre o armazenamento do material, e os sites dos órgãos tampouco dão orientações sobre o que fazer com o petróleo recolhido –parte do trabalho de limpeza das praias é feita por voluntários.

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O “Mancha no litoral” diz que a avaliação de impacto ambiental, a orientação sobre o descarte e a definição sobre prazos de limpeza estão sob responsabilidade do Ibama. 

“O GAA – Grupo de Acompanhamento e Avaliação, composto pelo Ibama, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Marinha, vem realizando ações para a retirada do óleo encontrado nas praias. As investigações estão sendo conduzidas pela Marinha e Polícia Federal.”

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O site do governo também afirma que, embora a origem do petróleo ainda seja desconhecida, investigações sigilosas estão sendo conduzidas pela Marinha e pela Polícia Federal e que “análises preliminares da Petrobras indicam que foram encontradas amostras com a mesma ‘assinatura’ do óleo da Venezuela”.

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