Parte
dos funcionários do banco Santander estão paralisados nesta
quarta-feira (20), contra mudanças praticadas pela empresa após
a reforma
trabalhista,
segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do
Ramo Financeiro).
A
entidade não divulgou balanço de todas as agências afetadas ou
funcionários paralisados.
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Em
São Paulo, segundo estimativa do Sindicato dos Bancários
e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a
paralisação atinge quatro centros administrativos do banco,
incluindo a sede, e mais 150 agências.
No
Rio, a paralisação atinge as agências do Centro e algumas da Lapa,
segundo o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.
No Recife
e região metropolitana,
35 agências devem ter atividades suspensas até às 16h, segundo o
Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Em
nota, o banco disse que “uma manifestação sindical realizada
esta manhã, tendo como pauta a reforma trabalhista, impediu a
abertura de algumas agências e áreas administrativas do banco” e
que “a situação está sendo normalizada”.
Banco
de horas e divisão de férias
De
acordo com a a Contraf-CUT, após a mudança nas leis, o banco
estaria forçando funcionários a assinar um acordo de banco de
horas “sem consultar nem negociar com os trabalhadores ou seus
representantes sindicais”. Assim, em vez de receber horas
extras, os empregados teriam de compensar os períodos trabalhados
além do horário normal em até seis meses.
Antes
da reforma, o banco de horas só era permitido se estivesse
estabelecido em convenção ou acordo coletivo, firmado entre o
sindicato e os patrões.
Os
trabalhadores também afirmam que estão sendo forçados a aceitar a
divisão das férias. A nova lei liberou o parcelamento do período
de descanso em até três períodos, “desde que haja
concordância do empregado”, segundo o texto.
Mudança
no dia do pagamento
Outro
motivo apontado pela entidade de trabalhadores para a paralisação é
a mudança do dia de pagamento, do dia 20 para o 30, e o mês do 13º
salário, que era pago em março e novembro, passando para maio e
dezembro, “também sem nenhuma negociação”.
A
Contraf-CUT afirma ainda que as manifestações são contra o
“aumentos abusivos do plano de saúde” e o “grande
número de demissões”. Teriam sido 200 nos últimos dias,
segundo a entidade.
Com informações de Economia UOL.

