O Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) divulgou os dados do estudo
de tarifas bancárias dos cinco maiores bancos do país. São eles:
Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e
Santander.
O levantamento, que comparou os preços dos
serviços financeiros entre novembro de 2016 e outubro de 2017,
constatou que os aumentos praticados foram muito acima da
inflação.
Entre os 58 pacotes de tarifas oferecidos
pelos cinco bancos, 81%, o que equivale a 50 tipos de pacotes,
tiveram reajuste no preço.
Os maiores reajustes foram
aplicados pela Caixa Econômica Federal que aumentou todos os dez
pacotes de serviços com variações de preços entre 10,71% e
78,88%.
O reajuste médio do total de pacotes pesquisados
ficou em 12,6%, equivalente a 4,6 vezes a inflação do
período.
Segundo a economista do IDEC e responsável pela
pesquisa, Ione Amorim, o aumento abusivo de preço sem evidência de
uma melhora nos serviços prestados sinaliza a necessidade de
aprimoramento das normas de regulação, tal como dos critérios de
reajuste de preços.
Além dos reajustes praticados, os
bancos que ofereciam serviços digitais como o Itaú, Bradesco e
Banco do Brasil suspenderam a oferta dos pacotes para novas
contratações sem justificativas.
DE acordo com a norma
do Banco Central, os pacotes criados não podem ser interrompidos com
periodicidade inferior a 180 dias.
As informações são do Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan João Pessoa.

