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Biden reconhece genocídio armênio no século XX pelo Império Otomano

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou neste sábado (24) que reconhece como massacre o genocídio do povo armênio pelo Império Otomano no início do século XX. A declaração é a primeira a ser oficialmente divulgada por um presidente norte-americano.

Dessa forma, Biden atende a uma reivindicação histórica da Armênia, país da antiga União Soviética, localizado na região do Cáucaso e que tem uma grande comunidade nos Estados Unidos, justamente na data que se relembra os 106 anos do início dos massacres.

“Todos os anos, neste dia, lembramos a vida de todos aqueles que morreram no genocídio armênio pelo Império Otomano e nos comprometemos a prevenir tal atrocidade de ocorrer novamente”, disse Biden.

Apesar de não ter significado jurídico, o anúncio contraria o entendimento da Turquia, que é um dos principais parceiros militares na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Em contrapartida, o ministro de Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse que a Turquia “não tem nenhuma lição a receber de ninguém sobre sua história”. Enquanto que o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, considerou que o reconhecimento do genocídio por Biden representa um “grande passo”.

O massacre

O Império Otomano é reconhecido por mais de 20 países e diversos historiadores como o autor do genocídio do povo armênio no início do século XX, a partir de 1915, durante e após a Primeira Guerra Mundial.

Segundo estudiosos, homens foram sujeitados a trabalho forçado, enquanto mulheres, crianças, idosos e pessoas que estavam doentes eram deportados em marchas que os levavam ao deserto sírio, sem direito a comida e água, além de serem vítimas de roubos e estupros.

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