Seis militares especializados em incêndios florestais do Corpo de Bombeiros da Paraíba foram enviados ao Mato Grosso para ajudar no combate às chamas que atingem a Terra Indígena Ubawawe, onde vivem indígenas do povo Xavante.
A equipe deixou Patos, no Sertão paraibano, na manhã deste sábado (5) e fará por terra um percurso de mais de 3 mil quilômetros até a região da operação.
A previsão inicial é de que o deslocamento dure aproximadamente três dias.
Os bombeiros paraibanos deverão permanecer na missão por até 15 dias, período que poderá ser alterado conforme a evolução dos incêndios.
Incêndio se aproxima de aldeia
Segundo as informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, as equipes deverão atuar principalmente na região sul da Terra Indígena Ubawawe.
O avanço das chamas se aproxima da aldeia Hoiwapredzawi, colocando em risco áreas utilizadas pela comunidade, incluindo plantações e estruturas locais.
A base da operação será instalada em Campinápolis, no Mato Grosso.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) ficará responsável pela organização e autorização do acesso das equipes ao território.
Os locais prioritários para atuação serão definidos conforme a localização e o comportamento dos focos de incêndio.
Força-tarefa reúne bombeiros de três estados
Os seis militares da Paraíba integrarão uma força-tarefa nacional formada por 16 bombeiros.
Além dos paraibanos, a operação contará com profissionais enviados pelo Paraná e Mato Grosso do Sul.
A equipe da Paraíba saiu da sede do 3º Comando Regional Bombeiro Militar, em Patos.
Os militares são especializados em operações de combate a incêndios em vegetação.
Caminhonetes e drone foram enviados
Para a missão, o Corpo de Bombeiros da Paraíba enviou duas caminhonetes, sendo uma equipada com sistema de resposta rápida para incêndios.
Entre os equipamentos levados estão:
- sopradores;
- mochilas costais;
- pinga-fogos;
- motosserra;
- ferramentas destinadas ao combate a incêndios florestais.
A equipe também contará com um drone para reconhecimento e monitoramento da área.
As imagens aéreas poderão auxiliar na localização das frentes de incêndio, avaliação do avanço das chamas e definição das áreas prioritárias para atuação.
Estratégia dependerá das condições encontradas
As técnicas de combate serão definidas de acordo com fatores como extensão do incêndio, vegetação, condições climáticas e dificuldade de acesso.
Em áreas florestais e de vegetação extensa, essas condições podem mudar rapidamente, exigindo acompanhamento constante das equipes.
A atuação deverá ser coordenada com os demais integrantes da força-tarefa e com os órgãos responsáveis pelo território indígena.
Missão pode durar até 15 dias
A permanência dos bombeiros paraibanos no Mato Grosso está prevista inicialmente para até 15 dias.
O período poderá ser reduzido ou ampliado de acordo com o comportamento dos incêndios e a necessidade operacional.

