Nesta
quarta-feira (1º), começa o Novembro Azul, mês de
conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce
do câncer
de próstata. No
Brasil, um dado chama a atenção: um homem morre a cada 38 minutos
em consequência da doença, segundo o Instituto Nacional de
Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), com 13.772 óbitos por
ano.
O tumor é o tipo de câncer mais incidente nos homens, atrás
apenas do câncer de pele não melanoma, em todas as regiões do
País. Durante o Novembro Azul, a Sociedade Brasileira de Urologia
(SBU) alerta para a doença e a importância de se procurar o médico
para uma avaliação individualizada.
Apesar
dos avanços terapêuticos, cerca de 25% dos pacientes com câncer de
próstata ainda morrem devido à doença. Atualmente, cerca de 20%
ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora um declínio
importante tenha ocorrido nas últimas décadas devido,
principalmente, a políticas de rastreamento da doença e a uma maior
conscientização da população masculina.
“Uma
forma de tratamento que vem ganhando volume nos últimos anos é a
vigilância ativa, em que não se trata um câncer de baixa
agressividade. Passamos apenas a acompanhar a sua evolução em
exames periódicos”, explica o presidente da SBU, Archimedes
Nardozza.
Fatores
de risco
A
hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer
de próstata. A chance é duplicada ao se ter um parente de primeiro
grau com a doença. Se forem dois familiares, o risco aumenta em
cinco vezes.
Pessoas
da raça negra também têm mais chances de ter a doença. Estudos
apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior, e a taxa de
mortalidade é três vezes mais alta. Também devem ser
considerados o sedentarismo e a obesidade, que estão relacionados,
segundo o presidente da SBU de Minas Gerais, Lucas Nogueira, a
mudanças metabólicas que podem levar a alterações moleculares
responsáveis pela gênese da neoplasia.
Recomendações
A
Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens, a partir de 50
anos, devem procurar um profissional especializado, para avaliação
individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro
grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O
rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e
potenciais benefícios. Após os 75 anos, poderá ser realizado
apenas para aqueles com expectativa de vida acima de 10 anos.
Os
exames de avaliação da próstata são o toque retal e a dosagem de
PSA no sangue. “Ter o PSA alterado não significa necessariamente
ter câncer, assim como não ter esse marcador alterado não
significa não ter a doença. O PSA pode aumentar devido a outras
doenças da próstata, como a hiperplasia prostática benigna ou a
prostatite. Estudos também apontam que 15% dos casos de câncer não
alteram o PSA. Apesar destas limitações o exame ainda representa
uma ferramenta importante para o diagnóstico precoce da doença”,
afirma o urologista Geraldo Faria, coordenador do Novembro Azul
2017.
Sintomas
A
SBU recomenda que não se espere por sintomas para conversar com o
médico. O câncer de próstata tem crescimento lento e silencioso, e
um sintoma mais sério pode surgir com o agravamento da doença,
quando as chances de cura caem. Entre os sintomas, estão diminuição
do jato urinário, gotejamento após a micção, sensação de
esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária e
incontinência urinária. Se houver a invasão pelo tumor aos órgãos
vizinhos como a bexiga, ureteres ou reto, o paciente pode ter dor
pélvica, sangue na urina, inchaço escrotal, dor lombar e inchaço
das pernas.
Por NE10 – Casa Saudável

