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Cardiologista alerta para risco de arritmias no Carnaval com excesso de álcool e energéticos

O alerta foi feito pelo cardiologista Glauco Gusmão em entrevista ao programa Manhã TH+, da TH+ SBT Tambaú, nesta sexta-feira (13)

Decreto proíbe a venda de bebidas em garrafas de vidro nas festas de Carnaval em Campinas
Créditos: Firmino Piton/Divulgação/PMC

O consumo excessivo de álcool, aliado a noites mal dormidas e ao uso de energéticos durante o Carnaval, pode desencadear arritmias cardíacas graves, condição conhecida como “síndrome do coração festeiro”. O alerta foi feito pelo cardiologista Glauco Gusmão em entrevista ao programa Manhã TH+, da TH+ SBT Tambaú, nesta sexta-feira (13).

Segundo o especialista, a síndrome está relacionada principalmente ao uso abusivo de bebidas alcoólicas, sobretudo quando há associação com energéticos. Essa combinação, explicou, pode irritar o músculo cardíaco e provocar uma arritmia chamada fibrilação atrial, que altera o ritmo dos batimentos do coração.

“O nome é interessante, mas a doença não tem nada de leve. O álcool em excesso, sobretudo com energético, aumenta muito o risco de arritmia”, afirmou o cardiologista.

De acordo com Gusmão, o problema não atinge apenas pessoas com histórico de doenças cardíacas. Indivíduos com o coração considerado saudável também podem apresentar o quadro após episódios de exagero no consumo de álcool. Em muitos casos, os sintomas surgem horas depois da ingestão ou até no dia seguinte às festas.

Entre os sinais de alerta estão palpitações, sensação de coração acelerado ou irregular, mal-estar e cansaço. O médico também chamou atenção para os riscos do uso contínuo de álcool ao longo dos anos, que pode levar a uma condição mais grave chamada cardiomiopatia dilatada alcoólica, quando o coração aumenta de tamanho e perde eficiência na função de bombeamento.

Como medidas de prevenção, o cardiologista recomenda moderação no consumo de bebidas, hidratação constante e, principalmente, evitar a mistura de álcool com energéticos. “Beber água entre uma dose e outra reduz o risco. E evitar energético é uma das principais formas de proteção”, destacou.

A orientação é que, diante de qualquer sintoma cardíaco durante ou após a folia, a pessoa procure atendimento médico imediatamente para avaliação e conduta adequada.

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