Material apreendido na época do crime. Foto: DDF/Polícia Civil
Um casal que está
foragido pelo crime de agiotagem em João Pessoa, em agosto de 2017,
quando foram apreendidos quase R$ 2 milhões entre dinheiro, cheques
e notas promissórias, é suspeito de ter contratado matadores de
aluguel para assassinar as vítimas do crime.
A informação é do
delegado Lucas Sá, da Delegacia de Defraudações e Falsificações
da Polícia Civil da capital. Segundo ele, uma das vítimas da
agiotagem compareceu até a delegacia para fazer a denúncia de duas
tentativas de homicídio sofridas por ela recentemente.
Além disso, o
antigo advogado do casal também procurou a polícia para revelar o
objetivo deles. “O
advogado foi substituído durante o processo e, como ele tinha
informações privilegiadas, procurou a delegacia voluntariamente e
se dispôs a relatar tudo o que sabia. A OAB (Ordem dos Advogados do
Brasil) assegura a confidencialidade da relação advogado-cliente,
salvo quando há vidas ameaçadas”, explicou
Lucas Sá.
Os
dois criminosos estão foragidos desde que o crime veio à tona, em
2017, inclusive com um mandado de prisão expedido pela Justiça. De
acordo com o delegado, o relato do advogado será incluído na
investigação, sendo que o casal deve agora responder pelos crimes
de agiotagem, estelionato, ameaça, coação no curso do processo e
lavagem de dinheiro.
Na
época, foi descoberto pela polícia um local com cheques,
documentos, dinheiro vivo (real e dólar) e placas de carro, em João
Pessoa. Foram encontrados quase R$ 2 milhões em cheques e notas
promissoras, junto com R$ 50 mil e US$ 500,00 em dinheiro. Desde
então, tudo isso está em poder da Polícia Civil.
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