Cid Moreira chega aos 90 anos em atividade e diz que fez procedimento no rosto

Foto: Reprodução / UOL

Além
da voz grave e singular, a boa pinta e os holofotes da bancada
fizeram de Cidão um homem muito assediado,
principalmente nos anos 1970 e 1980. “Na época, fui considerado
um dos dez mais [bonitos da TV], mas isso nunca me contaminou”.

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Ele
lembra ter recusado papéis no cinema –em que atuou como narrador e
dublador– e na televisão. “Fui substituído pelo Adriano Reis,
um dos galãs da época”, conta, orgulhoso. Mesmo sem
admitir ser um homem vaidoso, é traído pelas
próprias palavras. “Está bagunçando o meu cabelo”,
reclama ele para a mulher, Fátima, que tenta arrumar a cabeleira
branca para a gravação.

Nos
anos 1970, um amigo aconselhou o apresentador a realizar a aplicação
de silicone líquido para atenuar uma ruga
na testa e, assim, deixá-lo com uma expressão mais simpática
no ar. Seria, ele afirma, sua primeira e única intervenção
estética.

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Cid
seguiu o conselho, mas o resultado não foi muito bem o que
imaginava. Após a aplicação, o silicone escorreu pelo rosto e
quase o levou à perda da visão.

“O
produto começou a descer e criou uma ‘bola’. Batia e doía. Fui
obrigado a corrigir com vários cirurgiões”
, relembra. “Soube
depois que se não tivesse corrigido, o globo ocular poderia ser
‘travado’. Já pensou? O silicone foi uma bobagem”, completou.

Em
1999, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que proíbe o uso do
silicone líquido no organismo humano. O seu uso pode provocar lesões
em várias partes do corpo e levar à cegueira.

Com informações de UOL Famosos.

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