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Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira é entregue na Paraíba

Projeto leva o nome de Elizabeth Teixeira, referência na luta pelos direitos rurais

Ministro Paulo Teixeira entrega para Dona Elizabeth Teixeira a portaria de criação do assentamento que leva seu nome | Foto: Albino Oliveira, Ascom/MDA

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) entregou nessa quinta-feira (5) o Projeto de Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira, na Paraíba. A cerimônia ocorreu na Fazenda Barra das Antas, entre os municípios de Sapé e Sobrado, na Zona da Mata, e marcou a criação oficial do assentamento, que ocupa 133,49 hectares e beneficiará 21 famílias de trabalhadores rurais, com investimento de R$ 8,29 milhões.

Durante a cerimônia, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que a iniciativa põe fim a um dos conflitos agrários mais antigos do país.

“Hoje, estamos resolvendo o mais antigo conflito agrário do Brasil, que é aqui. Na história da luta agrária do Brasil, já está escrito o nome de um herói nacional, João Pedro Teixeira. A memória está viva, e a memória se chama Elizabeth Teixeira”, declarou.

Um dos momentos mais marcantes da solenidade foi a entrega simbólica da Portaria nº 1602, de 22 de janeiro de 2026, que oficializa a criação do Projeto de Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira. O documento foi entregue à líder camponesa Elizabeth Teixeira em sua residência, na cidade de João Pessoa.

“Elizabeth foi perseguida, viveu na clandestinidade, sua família sofreu profunda violência e desestruturação, mas ela está na nossa memória, e viva. Hoje, vamos entregar a criação desse assentamento, o título na mão de Elizabeth Teixeira”, disse Paulo Teixeira.

Quem é Elizabeth Teixeira

Elizabeth Teixeira é uma importante referência histórica da luta camponesa no Brasil. Paraibana, assumiu a liderança das Ligas Camponesas de Sapé após o assassinato de seu companheiro, João Pedro Teixeira, em 1962. Ao longo de décadas, enfrentou perseguições políticas, prisão e a necessidade de atuar na clandestinidade durante a ditadura militar, mantendo-se símbolo da resistência pela reforma agrária e pelos direitos dos trabalhadores rurais. Sua trajetória foi registrada no documentário Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, considerado um marco na documentação da luta pela terra no país.

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