A Brasil registrou, em 2025, a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O índice caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Entre as 27 Unidades da Federação, 20 também atingiram o menor nível anual de desemprego da série. A Paraíba aparece nesse grupo, com taxa de 6,0%.
No recorte regional, o Nordeste apresentou queda no quarto trimestre de 2025. A taxa passou de 7,8% para 7,1%. A redução acompanhou o movimento nacional e também ocorreu nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. A região Norte manteve estabilidade.
Série histórica e comparação recente
Os dados mostram redução em relação aos triênios anteriores. Entre 2016 e 2018, a média anual foi de 12,1%. Entre 2019 e 2021, chegou a 13,1%. Já entre 2023 e 2025, a média caiu para 6,6%.
No quarto trimestre de 2025, a taxa nacional ficou em 5,1%. O índice recuou 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024.
Estados do Nordeste entre os destaques
Além da Paraíba, outros estados nordestinos registraram mínimas históricas, como Bahia (8,7%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Rio Grande do Norte (8,1%) e Sergipe (7,9%).
Mesmo com a redução, alguns estados da região ainda aparecem entre as maiores taxas do país. O Piauí registrou 9,3%. Bahia e Pernambuco marcaram 8,7%.
População ocupada cresce no país
Em 2025, o país alcançou 103 milhões de pessoas ocupadas, maior número da série histórica. A população desocupada ficou em cerca de 6,2 milhões, com redução aproximada de 1 milhão em relação a 2024.
O nível de ocupação chegou a 59,1%, também o maior da série.
Diferenças por sexo, raça e escolaridade
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação ficou em 4,2% para homens e 6,2% para mulheres.
Entre os grupos por cor ou raça, o índice ficou em 4,0% para pessoas brancas, 6,1% para pessoas pretas e 5,9% para pessoas pardas.
Entre os níveis de escolaridade, a maior taxa apareceu entre pessoas com ensino médio incompleto, com 8,7%. Para quem tem ensino superior completo, o índice ficou em 2,7%.
Informalidade e rendimento
A taxa anual de informalidade no país chegou a 38,1% da população ocupada. Estados do Nordeste aparecem entre os maiores percentuais.
O rendimento real habitual anual ficou em R$ 3.560. Os menores valores concentram-se em estados nordestinos, como Maranhão, Bahia e Ceará.
Pessoas em busca de trabalho
No quarto trimestre de 2025, cerca de 1,1 milhão de pessoas procuravam trabalho há dois anos ou mais. O número caiu 19,6% em relação ao mesmo período de 2024.
Outras 1,1 milhão de pessoas buscavam emprego há menos de um mês, com redução de 23,1% na comparação anual.



