Diante da mudança na coloração da água e da mortandade de peixes no Açude Velho, a Prefeitura de Campina Grande mobilizou, nesta segunda-feira (12), uma força-tarefa envolvendo as secretarias de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Obras (Secob), Planejamento (Seplan), Saúde e Educação para definir medidas emergenciais. No fim de semana, mais de 60 servidores da Sesuma já haviam atuado na retirada dos peixes, além do início da oxigenação da água e da limpeza da lâmina superficial do reservatório.
De acordo com o secretário da Sesuma, Dorgival Vilar, as ações emergenciais seguem um protocolo técnico voltado para minimizar os impactos ambientais de forma imediata. “Nossa prioridade foi retirar os peixes, fazer a limpeza da área e iniciar a aeração da água, promovendo a movimentação necessária para melhorar a oxigenação do Açude Velho. Esse trabalho continua sendo intensificado”, afirmou.
A secretaria também mantém, de forma permanente, serviços de limpeza, remoção de resíduos flutuantes, folhas, materiais orgânicos e animais mortos, contribuindo para o controle dos efeitos ambientais.
O fenômeno observado no Açude Velho está relacionado ao processo de eutrofização, caracterizado pelo excesso de nutrientes como nitrogênio e fósforo na água. Esse desequilíbrio favorece a proliferação de algas e micro-organismos que, ao se decompor, consomem grande parte do oxigênio dissolvido, provocando alterações na coloração da água, mau odor e, em situações mais críticas, a morte de peixes, especialmente em períodos de calor intenso e baixa circulação hídrica.
Já o secretário de Obras, Joab Machado, destacou que, além das ações imediatas, a gestão municipal trabalha em soluções estruturantes e definitivas para o Açude Velho. “Já estamos com estudos técnicos sendo feitos em parceria com a UFCG com recursos garantidos que proporcionarão a revitalização do açude. A proposta vai além das medidas emergenciais e busca uma solução definitiva, com uma grande obra que traga benefícios ambientais e urbanos para a cidade”, afirmou.
Já a Secretaria de Planejamento, em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), conduz há mais de um ano estudos técnicos para viabilizar a dragagem do reservatório, etapa considerada fundamental para a melhoria da qualidade da água e a redução do acúmulo de sedimentos. O projeto de requalificação do Açude Velho também contempla a recuperação das calçadas, a instalação de equipamentos urbanos, ações voltadas à acessibilidade e o tratamento das águas, dentro de um planejamento estratégico coordenado pela Secretaria de Obras, com apoio da Sesuma, Seplan e outras pastas municipais.
Para Dorgival Vilar, o enfrentamento do problema exige integração entre ciência, gestão pública e responsabilidade fiscal. “Estamos lidando com uma situação complexa, que envolve fatores ambientais, climáticos e urbanos. Por isso, além das ações emergenciais, buscamos soluções duradouras, baseadas em estudos técnicos e no planejamento responsável da cidade”, concluiu.



