João Campos nomeia paraibano aprovado em concurso após polêmica com reclassificação

Depois da repercussão negativa envolvendo a nomeação do filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas, o prefeito João Campos (PSB) recuou

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Francisco Silva/DP Foto

O concurso para procurador do Município do Recife voltou ao centro das atenções nesta quarta-feira (31). Depois da repercussão negativa envolvendo a nomeação do filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas, o prefeito João Campos (PSB) recuou e oficializou a posse do paraibano Markos Vinícius Batista, único candidato aprovado na vaga destinada a pessoas com deficiência.

A nomeação de Markos encerra — ao menos por enquanto — a polêmica que começou quando Lucas Vieira Silva, inicialmente aprovado na 63ª colocação na ampla concorrência, foi reclassificado como PcD. Ele é filho de Maria Nilda Silva, procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco. Três anos após a realização do concurso, Lucas apresentou um laudo médico confirmando diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O documento foi aceito pela Procuradoria-Geral do Município e homologado em 19 de dezembro, o que o colocou automaticamente em primeiro lugar na lista de PcD.

Com isso, uma portaria publicada no dia 20 de dezembro efetivou Lucas no cargo — movimento que, rapidamente, provocou questionamentos e gerou críticas sobre possível favorecimento. A Prefeitura do Recife negou irregularidades e afirmou, ao jornal Metrópoles, que a reclassificação ocorreu de forma “regular” e dentro das normas do concurso.

Já a defesa de Markos não concordou e recorreu à Justiça. A liminar inicial foi negada, mas, segundo sua advogada, Rayssa Gomes, isso ocorreu porque o juiz ainda não teve acesso às provas completas do caso. Com o recesso judiciário, o processo será analisado novamente a partir do dia 7 de janeiro pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Enquanto isso, Markos relatou que soube da primeira nomeação com “um forte sentimento de injustiça”, citando princípios como impessoalidade e respeito ao edital:

“A meu ver, essa medida afronta princípios básicos que deveriam garantir segurança a todos”, afirmou.

A repercussão pública, porém, mudou o rumo da história. Na manhã desta quarta (31), o nome de Markos foi publicado oficialmente para o cargo de procurador, garantindo sua posse e abrindo um novo capítulo na disputa.

O caso segue acompanhado pela Justiça e ainda pode ter novos desdobramentos após o fim do recesso do Judiciário.

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