Justiça suspende mutirões oftalmológicos em hospital de CG

O Estado da Paraíba também foi obrigado a garantir tratamento completo e cirurgias reparadoras aos pacientes afetados pelo mutirão oftalmológico

ABRH -PB
ABRH -PB
A Associação Brasileira de Recursos Humanos da Paraíba (ABRH-PB) foi fundada em 8 de março de 1978 e é afiliada à ABRH-Brasil, que reúne 21 seccionais nas mais importantes regiões do país. Desvinculadas juridicamente e independentes, as seccionais são integradas na missão de promover o desenvolvimento e disseminação de conhecimento nas organizações, através dos seus profissionais de RH e gestores de pessoas por meio de eventos, pesquisas, networking e troca de experiências de boas práticas, contribuindo para uma melhoria socioeconômica em nosso Estado.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) conseguiu na Justiça a suspensão imediata de novos mutirões e procedimentos oftalmológicos invasivos coletivos no Hospital de Clínicas de Campina Grande. A decisão, da Vara da Fazenda Pública da cidade, é válida até que a unidade comprove a regularização completa de suas condições estruturais, incluindo adequação às normas sanitárias, técnicas e profissionais, conforme apontaram relatórios da Vigilância Sanitária (Gevisa) e do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), inclusive quanto à regularidade de licenças, habilitação do serviço oftalmológico e condições estruturais e assistenciais.

O pedido do MPPB foi feito em ação civil pública movida pela promotora de Justiça Adriana Amorim contra o Estado da Paraíba e a Fundação Rubens Dutra Segundo. A ação aponta irregularidades em mutirões oftalmológicos realizados no dia 15 de maio de 2025, que resultaram em intercorrências graves no pós-operatório para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo infecções severas, perda significativa de acuidade visual e casos de cegueira.

A decisão também obriga o Estado e a Fundação a oferecer atendimento médico especializado, suporte psicológico e assistência social a todos os 62 pacientes afetados. Isso inclui consultas, exames, cirurgias reparadoras, fornecimento de medicamentos, próteses e outros insumos necessários, sem custo para os pacientes.

Em caso de descumprimento, a Justiça prevê multa diária de R$ 50 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milhão, além de possíveis sanções administrativas e criminais aos responsáveis aos gestores responsáveis. 

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS