O calor e as chuvas aumentam o risco de acidentes com escorpiões em João Pessoa, onde o número de picadas tem crescido nos últimos dias. A população deve redobrar a atenção dentro de casa e nos arredores, adotando cuidados simples que ajudam a prevenir acidentes.
Segundo Juliana Trigo, gerente de Vigilância Ambiental da Capital, os escorpiões aparecem com mais frequência no verão, tornando necessária a vigilância tanto no interior das residências quanto nas áreas próximas.
“Medidas simples como manter o ambiente limpo, evitar o acúmulo de entulhos, vedar ralos e frestas, sacudir roupas e calçados antes de usá-los e afastar camas e berços das paredes já ajudam significativamente a reduzir o risco de acidentes com escorpiões”, orienta Juliana Trigo.
Em caso de picada por escorpião ou outro animal peçonhento, especialistas recomendam procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima, evitando práticas caseiras como torniquetes ou aplicação de substâncias no local. O atendimento rápido é essencial para prevenir complicações, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde.
Além disso, a população pode colaborar com o monitoramento da presença de escorpiões, informando ocorrências à Vigilância Ambiental, o que ajuda a orientar ações de controle e reduzir riscos.
O que fazer em caso de picada de escorpião:
- Lavar o local da picada com água e sabão;
- Aplicar compressa morna para ajudar a aliviar a dor;
- Evitar movimentos excessivos, a fim de não facilitar a disseminação do veneno pelo organismo;
- Levar o escorpião ou uma foto do animal, se possível, para auxiliar na identificação da espécie.
É fundamental observar sinais mais graves, como vômitos, sudorese intensa, agitação ou dificuldade para respirar, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes. Para orientações especializadas, a população pode acionar o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox), pelos telefones (83) 3216-7045 ou 0800-722-6001.
Como evitar a presença de escorpiões:
- Manter a casa e o quintal sempre limpos;
- Eliminar possíveis fontes de alimento dos escorpiões, como baratas e outros insetos;
- Vedar frestas, buracos e rachaduras em paredes;
- Utilizar telas de proteção em ralos e janelas;
- Inspecionar roupas e calçados antes de usá-los;
- Evitar deixar objetos, calçados e roupas no chão;
- Não colocar as mãos em locais escuros, como buracos, frestas, sob pedras ou troncos.
De acordo com o Ministério da Saúde, os escorpiões se adaptam facilmente a ambientes escuros, úmidos e com pouco movimento, tanto dentro quanto fora das residências. A falta de saneamento básico, o acúmulo de lixo e a presença de insetos contribuem para a proliferação desses animais.
Locais mais comuns onde escorpiões se escondem: sapatos, roupas, ralos, batentes de portas, janelas, assoalhos soltos, frestas nas paredes, caixas de energia, armários, entulhos, construções e lixo acumulado.
Cuidados em casos de mordedura ou arranhadura de animais – A Vigilância Ambiental também orienta a população sobre a conduta correta em casos de acidentes envolvendo cães, gatos e animais silvestres, devido ao risco de transmissão da raiva.
Mordedura por animais domésticos:
- Lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão;
- Manter o animal agressor em observação por um período de 10 dias;
- Caso o animal apresente sinais neurológicos ou venha a óbito durante esse período, a vítima deve procurar imediatamente o Centro Municipal de Imunização,localizado no bairro da Torre, para avaliação clínica, aplicação da vacina antitetânica e, se necessário, encaminhamento para soroterapia antirrábica. Telefone: (83) 3213-7621.
Mordedura por animais silvestres:
- Lavar o ferimento imediatamente com água e sabão;
- Procurar o Centro Municipal de Imunização para avaliação, aplicação da vacina antitetânica e encaminhamento para soroterapia antirrábica, conforme indicação médica.
Arranhaduras ou mordeduras de gatos seguem os mesmos protocolos de cuidado relacionados à suspeita de raiva. Em casos de lambedura, mordedura ou contato com mucosas e feridas abertas, a orientação é procurar imediatamente o Centro de Imunização, devido ao risco de transmissão da doença.



