Reurbanização da orla no litoral sul de João Pessoa atrai investidores

O projeto tem atraído a atenção de investidores do mercado imobiliário e fortalecido o potencial turístico da região

Foto: Reprodução/ Facebook

As obras de reurbanização da Orla Sul de João Pessoa, entre as praias do Sol e de Gramame, já começam a mudar de forma significativa a paisagem e a dinâmica da zona sul da Capital. O projeto tem atraído a atenção de investidores do mercado imobiliário e fortalecido o potencial turístico da região.

Quem frequenta a área há mais tempo percebe as mudanças. O projeto prevê duplicação de acessos, implantação de novas pistas, sistema de drenagem, ciclovias e calçadas padronizadas, tornando a orla mais acessível e estruturada. Com isso, praias antes mais isoladas passaram a receber maior fluxo de banhistas, moradores e turistas.

O reflexo já é sentido no mercado imobiliário. Segundo corretores e investidores, há valorização dos terrenos, surgimento de condomínios fechados, apartamentos com áreas de lazer e até resorts, além do aumento da procura por imóveis para moradia e aluguel, especialmente por pessoas de fora do estado.

A reurbanização, que conta com investimento de mais de R$ milhões, é vista como um importante vetor de desenvolvimento econômico para a cidade. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de planejamento urbano e ambiental.

Um geógrafo ouvido na reportagem destaca que, sem uma gestão adequada da ocupação da orla e das áreas de falésias, há riscos de erosão, impactos ambientais e, no futuro, a necessidade de obras de contenção costeira, que podem gerar novos problemas em praias vizinhas.

Além disso, o debate sobre especulação imobiliária e infraestrutura básica, especialmente o saneamento, ganhou força. Especialistas e comentaristas ressaltam que o crescimento só deve ser autorizado em áreas com rede de saneamento adequada, defendendo que a Prefeitura exija contrapartidas das construtoras para evitar problemas ambientais e de saúde pública, como já ocorreu em outras áreas da cidade.

Outro ponto de atenção é a proteção das falésias, consideradas áreas sensíveis. O Ministério Público já atuou em momentos anteriores para limitar construções e garantir o afastamento adequado de vias e empreendimentos, prevenindo riscos de deslizamentos.

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