Secretaria acompanha busca por animais e monitora pessoas após morte por raiva humana na PB

O paciente estava internado no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) e teve o óbito confirmado nesta segunda-feira (5)

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
De acordo com a SES-PB, a raiva é uma doença infecciosa aguda, de evolução grave e com letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas clínicos
Imagem: Ideogram

A confirmação de uma morte por raiva humana em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, levou a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) a reforçar ações de vigilância epidemiológica, com buscas por animais suspeitos e monitoramento de pessoas que tiveram contato com um sagui envolvido no caso. Segundo o órgão estadual, nenhum novo registro da doença foi identificado até o momento.

O paciente estava internado no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) e teve o óbito confirmado nesta segunda-feira (5). A infecção ocorreu após uma mordida de sagui, registrada em setembro de 2025. Conforme informações da Vigilância em Saúde municipal, o homem não procurou atendimento médico após o contato com o animal silvestre.

Ações de campo e prevenção

Em nota, a SES-PB informou que realizou, em conjunto com a Vigilância Ambiental de Campina Grande, uma busca ativa por animais com sinais neurológicos na área onde o caso foi registrado. Durante a ação, também foi feita a vacinação de cães e gatos da região como medida preventiva.

A secretaria destacou ainda que todas as pessoas que tiveram algum tipo de contato com o animal suspeito foram identificadas e acompanhadas, incluindo situações de mordedura, arranhadura ou contato com saliva.

De acordo com a SES-PB, não houve registro de animais doentes ou mortos relacionados ao episódio. A orientação oficial é que, caso algum animal seja encontrado nessas condições, ele deve ser recolhido e encaminhado a um laboratório de referência para investigação da raiva.

Evolução clínica

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os primeiros sintomas surgiram em 10 de dezembro, e o paciente foi internado três dias depois. O diagnóstico de raiva humana foi confirmado em 22 de dezembro.

Na admissão hospitalar, o homem apresentava confusão mental, agitação física, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na oxigenação do sangue. Com a rápida piora do quadro, houve necessidade de internação em UTI, além de entubação e início de ventilação mecânica invasiva, diante da insuficiência respiratória e da instabilidade neurológica.

Alerta à população

O diretor da Vigilância em Saúde do município, Miguel Dantas, afirmou que o caso evidencia erros comuns cometidos pela população ao lidar com animais silvestres.

“Ele tentou alimentar um animal silvestre e, após a mordida, não procurou o serviço de saúde. Esse atendimento imediato é fundamental, porque o tratamento pós-exposição poderia ter evitado a evolução da doença”, destacou.

As autoridades reforçam que não se deve tocar, alimentar ou tentar resgatar animais silvestres e que qualquer agressão por animal, mesmo que pareça leve, deve ser avaliada imediatamente em uma unidade de saúde, já que a raiva é uma doença grave e de alta letalidade após o início dos sintomas.

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