Quando as notícias
não são de “super-salários” em Campina Grande, acontece o
inverso: o atraso do salário em algumas categorias. Desta vez, a
crise financeira pela qual a cidade estaria passando atinge um dos
serviços mais essenciais da cidade: o Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu).
O fato é que
cerca de 35 médicos que atualmente atendem no serviço prometem
“literalmente” cruzar os braços, caso a gestão do prefeito
Romero Rodrigues (PSDB) não regularize os pagamentos dos salários
que estão atrasados há mais de 60 dias.
Um dos médicos
relatou que isso não é novidade e sim uma situação recorrente.
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Ele denuncia vínculos precários de trabalho com a prefeitura, um
contrato que nunca é respeitado sem direito a receber 13º salário,
nem gozo de férias e sempre com os vencimentos com atrasos.
De
novembro pra cá, a situação ficou ainda mais complicada e se não
for resolvida até o próximo dia 23, esta terça-feira, os
profissionais irão paralisar os serviços.
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O médico
afirma também que, além disso, a sede está entregue ao abandono e
que os alojamentos dos profissionais têm estrutura precária sem
contar que atualmente várias ambulâncias estão quebradas e sem
atender a população.
Caso os médicos do
Samu cruzem os braços, além de Campina Grande, outras 56 cidades
deixarão de ter a regulação e os atendimentos podem ser até
interrompidos.
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Na semana passada foi agendada uma reunião
entre os representantes da categoria e os membros da secretaria de
saúde. Mas a secretária de saúde não compareceu à reunião para
debater o tema e apenas encaminhou o advogado da pasta, Felipe Reul,
que apesar de não ter poder de decisão, se comprometeu, em nome da
gestão, que próximo dia 23 a situação do atraso dos pagamentos
será resolvida.
As informações são
da Rádio Jovem Pan João Pessoa.

