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Conclave para escolha do novo papa começa nesta quarta-feira (07) na Capela Sistina

O conclave para a escolha do novo papa começa na tarde desta quarta-feira (7), a portas fechadas, na Capela Sistina, no Vaticano. Os 133 cardeais com menos de 80 anos já começaram a se recolher nesta terça-feira (6) em hospedarias dentro da Cidade do Vaticano, onde permanecerão isolados do mundo exterior até que um novo líder para os mais de 1,4 bilhão de católicos seja eleito.

O processo que definirá o sucessor do papa Francisco, morto no mês passado, segue envolto em incerteza. Apesar de especulações e nomes mencionados nos bastidores, diversos cardeais afirmam não ter uma direção clara sobre quem será escolhido.

A votação secreta exige que o candidato obtenha pelo menos dois terços dos votos, o equivalente a 89 votos entre os cardeais eleitores. As sessões de votação, chamadas de “scrutinios”, podem se estender por vários dias até que esse número seja alcançado.

O conclave que se inicia será o mais diversificado geograficamente na história de dois milênios da Igreja Católica. Há cardeais eleitores de 70 países, incluindo representantes de regiões que passaram a ter cardeais somente no pontificado de Francisco, como Haiti, Sudão do Sul e Mianmar. Essa diversidade é vista como um dos principais legados de Francisco e pode influenciar nos rumos da eleição.

O cardeal japonês Tarcisio Isao Kikuchi revelou ao jornal La Repubblica que os 23 cardeais da Ásia devem votar em bloco, numa tentativa de influenciar o resultado. A estratégia difere da adotada pelos 53 cardeais europeus, que tradicionalmente votam de forma mais fragmentada, com base em interesses nacionais ou preferências individuais.

Enquanto parte dos eleitores defende a continuidade das reformas de Francisco, como maior transparência e inclusão, outro grupo pressiona por um retorno a posições mais conservadoras e doutrinárias.

Os cardeais, ao entrarem em reclusão, fizeram juramento de manter absoluto sigilo sobre as discussões e os votos. O processo é coordenado com rigor pelo decano do Colégio Cardinalício e acompanhado por uma equipe do Vaticano treinada para garantir o isolamento e a segurança da votação.

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