A conjuntivite viral está entre as infecções oculares mais contagiosas e tende a registrar aumento de casos em períodos de maior circulação de vírus, como os meses mais frios do ano. Nessa época, a permanência prolongada em ambientes fechados e com pouca ventilação favorece a transmissão da doença, que pode se espalhar rapidamente entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Por isso, especialistas reforçam a importância de reconhecer os primeiros sintomas e adotar medidas de prevenção para conter novos casos.
Segundo o oftalmologista Dr. Leopoldo Ribeiro, embora muitas pessoas considerem a conjuntivite apenas uma irritação passageira, a infecção exige atenção desde os primeiros sinais.
“Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de uma irritação passageira nos olhos, mas a conjuntivite viral pode se espalhar com muita facilidade entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Quanto mais cedo os sintomas forem reconhecidos e as medidas de prevenção forem adotadas, menor será o risco de transmissão do vírus”, declarou.
Os principais sintomas incluem vermelhidão intensa nos olhos, lacrimejamento, sensação de areia ou corpo estranho, coceira, ardor, inchaço das pálpebras e secreção aquosa. Em muitos casos, a doença começa em um olho e, poucos dias depois, atinge o outro. Também pode estar associada a sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, dor de garganta e febre baixa.
De acordo com o especialista, o inverno não causa a conjuntivite viral, mas favorece a circulação dos vírus responsáveis pela doença devido à maior permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação.
“O inverno não provoca a conjuntivite, mas cria condições que facilitam a circulação dos vírus responsáveis pela doença. Permanecer em locais fechados por muito tempo, com pouca renovação do ar, aumenta a exposição ao agente infeccioso e favorece surtos, principalmente em escolas, empresas e dentro de casa”, explica o especialista.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com secreções contaminadas ou por objetos compartilhados. Para reduzir o risco de contágio, a orientação é higienizar as mãos com frequência, evitar tocar os olhos, não compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem, colírios ou outros itens de uso pessoal e manter os ambientes bem ventilados.
“O paciente também deve evitar cumprimentos com contato físico quando estiver com a doença e, sempre que possível, permanecer em casa durante o período de maior transmissão. Essas atitudes protegem não apenas quem está doente, mas todas as pessoas ao redor”, orienta o médico.
Embora a conjuntivite viral costuma ser autolimitada, ou seja, tende a melhorar espontaneamente após alguns dias, o acompanhamento médico continua sendo importante para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças oculares que podem apresentar sintomas semelhantes.
“O tratamento normalmente é voltado para aliviar o desconforto. Compressas frias, higiene adequada das pálpebras e o uso de lubrificantes oculares, quando indicados pelo oftalmologista, costumam proporcionar alívio. Já o uso de colírios com antibióticos ou corticoides sem orientação médica pode mascarar o problema e até agravar o quadro”, alerta.
Outra recomendação é interromper o uso de lentes de contato durante toda a infecção. “As lentes podem aumentar a irritação, dificultar a recuperação e favorecer complicações. O ideal é voltar a utilizá-las somente após a completa recuperação e com autorização do oftalmologista”, acrescenta.
Em casos de dor intensa, piora da visão, sensibilidade excessiva à luz ou persistência dos sintomas, a recomendação é procurar atendimento oftalmológico o mais rápido possível. “O diagnóstico correto e a orientação adequada são fundamentais para garantir uma recuperação segura e evitar a propagação da doença”, finaliza o Dr. Leopoldo Ribeiro.


