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Detentos iniciam preparação religiosa para casamento coletivo em João Pessoa

Vinte e oito detentos da Penitenciária Sílvio Porto, em João Pessoa, deram um importante passo rumo ao casamento religioso ao participarem, nesta quarta-feira (11), de uma celebração com os sacramentos do batismo, eucaristia e crisma. O ato, realizado dentro da unidade prisional, marca o início da preparação espiritual para cerimônias de matrimônio que devem ocorrer nos próximos meses.

A missa foi conduzida pelo arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, e reuniu, além dos internos, padres, diáconos e representantes do sistema penitenciário. A iniciativa integra uma ação conjunta entre a Vara de Execuções Penais da Capital (VEP) e a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).

Segundo Dom Delson, o trabalho de evangelização dentro do cárcere tem papel fundamental. “Mesmo privados da liberdade, esses homens mantêm viva a fé. Os sacramentos oferecem não só consolo, mas também um caminho de transformação interior”, afirmou o arcebispo.

A juíza Andrea Arcoverde, que atua na VEP, ressaltou que a ação contribui para fortalecer os laços afetivos e familiares de pessoas em situação de prisão. “O casamento religioso pode representar um ponto de recomeço. Ele reforça vínculos com a família e oferece suporte emocional tanto para os internos quanto para seus companheiros e companheiras”, destacou.

A coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba, juíza Graziela Queiroga, também acompanhou a celebração e explicou que ações como essa devem dialogar com outras frentes de trabalho. “Nosso objetivo é integrar projetos voltados a homens que cometeram violência doméstica. Vamos iniciar duas iniciativas nas unidades prisionais da capital em breve”, afirmou.

De acordo com o secretário da Seap, João Alves, a ação é parte de um esforço contínuo de ressocialização. “Esse será o terceiro casamento coletivo promovido no sistema penitenciário nos últimos três anos. Mapeamos os internos que manifestaram o desejo de oficializar a união religiosa”, disse. Atualmente, 2.458 pessoas cumprem pena na Penitenciária Sílvio Porto.

Uma das futuras noivas é Priscila, de 31 anos, que já vive com o companheiro há 13 anos. “Sempre sonhei com esse momento. Hoje vejo uma nova versão dele, mais comprometida com a fé e com a família”, relatou. Ela trabalha com peças em resina e tem dois filhos.

O casamento religioso coletivo será agendado após a conclusão da etapa espiritual dos noivos, em mais uma ação voltada à reinserção social de pessoas privadas de liberdade por meio da valorização da fé e da reconstrução de vínculos familiares.

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