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Presidente do Porto de Cabedelo critica aumento no preço dos combustíveis na PB

Segundo Barbosa, não houve repasse de aumento no combustível que chega ao Porto de Cabedelo, principal ponto de entrada dos derivados de petróleo que abastecem o estado

O presidente da Companhia Docas da Paraíba, Ricardo Barbosa, criticou o aumento no preço da gasolina e do diesel registrado em diversos municípios paraibanos, onde o valor do litro já ultrapassa R$ 7 em alguns postos de combustíveis. A declaração foi feita durante entrevista nesta terça-feira (10).

Segundo Barbosa, não houve repasse de aumento no combustível que chega ao Porto de Cabedelo, principal ponto de entrada dos derivados de petróleo que abastecem o estado. De acordo com ele, isso indica que não existe justificativa para os reajustes aplicados nas bombas pelos postos de combustíveis.

Todos os combustíveis que abastecem a Paraíba chegam às distribuidoras a partir do Porto de Cabedelo. Não houve aumento nesse fornecimento, portanto não há razão para esses reajustes”, afirmou o gestor.

Ricardo Barbosa também destacou que, mesmo diante do cenário internacional de tensão envolvendo grandes produtores de petróleo, ainda não há impacto direto nos preços praticados na Paraíba. Ele citou o conflito envolvendo ataques dos Estados Unidos ao Irã, região estratégica para a produção e o transporte global de petróleo.

Apesar disso, o presidente da Docas explicou que os reflexos de conflitos internacionais podem surgir posteriormente, especialmente devido à importância do Estreito de Ormuz, área por onde passa cerca de 30% do petróleo comercializado no mundo.

Esse cenário pode gerar consequências mais adiante, mas neste momento não há aumento que justifique o que está sendo praticado nos postos desde o último domingo”, alertou.

Fiscalização do Procon

Diante das denúncias sobre reajustes considerados elevados, o Procon Estadual e o Procon de João Pessoa intensificaram as fiscalizações para verificar possíveis irregularidades na formação de preços dos combustíveis.

Os órgãos de defesa do consumidor orientam que a população observe aumentos considerados desproporcionais entre postos ou reajustes repentinos sem justificativa aparente.

Caso identifiquem possíveis irregularidades, os consumidores podem registrar denúncias diretamente junto ao Procon-JP, que informou que continuará monitorando o mercado de combustíveis até concluir a análise completa da situação.

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