Os egípcios começaram, neste sábado, 20, uma votação que deve durar três dias para decidir uma mudança na constituição. Entre as medidas, está uma que pode manter o atual presidente, Abdel Fattah al-Sisi no cargo até 2030. Al-Sisi foi eleito no ano passado com 97% dos votos, embora apenas 41% dos eleitores tenham votado.
Na terça-feira, 16, o parlamento do Egito votou em favor das mudanças, que incluem outras medidas além de uma extensão do atual mandato de al-Sisi por dois anos e a possibilidade de ele concorrer por outro mandato de seis anos em 2024. Ele assumiu a presidência em 2014, depois de articular, como ministro da Defesa, a saída de Mohamed Mursi. Al-Sisi foi reeleito em 2018.
Críticos dizem que a mudança pode ser uma ameaça à estabilidade do país, porque dá ao chefe de Estado e das Forças Armadas ainda mais autoridade e diminui o poder do sistema judiciário.
Eleitores que fazem campanha para o NÃO dizem que a mudança pode refletir a fraqueza do regime, e temem que o Egito possa passar pelo que passou a Argélia e o Sudão.
Os apoiadores do presidente disse que a mudança é necessária porque dá a ele mais tempo para terminar seus projetos e fazer uma reforma econômica.
Com EFE e Jovem Pan

