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“Ela falava que estava bem e não tinha perigo”, diz irmã de paraibana desaparecida em desabamento no RJ

Segundo os bombeiros, após o quarto dia de buscas, Ana Flávia e o filho, Fábio, continuam desaparecidos.

Segundo os bombeiros, após o quarto dia de buscas, Ana Flávia e o filho, Fábio, continuam desaparecidos. Foto: Divulgação/ Acervo Pessoal

No desabamento ocorrido no Rio de Janeiro na última sexta-feira (12), dez pessoas morreram, entre elas o paraibano Cláudio de Rodrigues, de 40 anos, que foi enterrado nesse domingo (14). Após mais de 72 horas, o Corpo de Bombeiros ainda trabalha com o número de pelo menos 14 desaparecidos.

+ Bombeiros encontram décima vítima de desabamento no Rio de Janeiro

Parentes de outros paraibanos permanecem sem notícias dos familiares que residiam no local. A angústia da espera e incerteza é sentida pela moradora de Riachão, no Agreste paraibano. Verônica de Cássia, é irmã de Ana Flávia Pereira, de 36 anos, uma das pessoas desaparecidas. “Um dia antes, na quinta-feira pela manhã, eu conversei o dia inteiro com ela. Falei sobre as chuvas, mas ela dizia que estava bem e não tinha perigo”, disse por telefone ao Portal T5.

Segundo a irmã, Ana Flávia saiu da Paraíba para morar no Rio de Janeiro há pouco mais de 5 anos. Na capital fluminense conheceu o marido, Adriano, com quem teve um filho, Fábio Pereira, de três anos, que também está desaparecido. Verônica disse ao Portal T5 que no momento do desabamento a irmã estava com a criança dentro do apartamento e o marido havia saído para trabalhar. “Ela não morava há pouco tempo naquele local, fazia um ou dois anos que estava lá, mas nunca falou nada da estrutura do prédio”, completou.

Outras
vítimas da Paraíba

Em entrevista veiculada pela Rádio
98 FM
na última sexta (12), um professor paraibano que mora na região que
sofreu com o desastre disse
que pelo menos quatro familiares estão desaparecidos.

As vítimas seriam da cidade de
Cacimba de Dentro, também no Agreste paraibano: Jefferson da Silva
Trajano (irmão), Carla Batista (cunhada), Enzo e Arthur, que seriam
sobrinhos do professor.

“O prédio caiu inclinado para
trás. A nossa esperança é que eles estejam dentro de algum ‘bolsão
de ar’, protegidos por alguma laje”, informou durante a entrevista.

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