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Entenda falha no sistema da CrowdStrike que causou apagão cibernético

Uma falha na atualização de conteúdo relacionada ao sensor de segurança CrowdStrike Falcon, responsável por detectar possíveis invasões de hackers, foi a causa do ataque cibernético desta sexta-feira (19). O incidente deixou milhares de empresas e pessoas em todo o mundo sem acesso a sistemas operacionais, especialmente o Windows, da Microsoft.

A empresa de segurança cibernética CrowdStrike, responsável pelo apagão, afirmou categoricamente que o incidente desta sexta-feira (19) não foi um ataque. De acordo com a empresa, o que ocorreu na madrugada desta sexta-feira foi uma atualização de conteúdo para os arquivos hosts Windows da Microsoft.

Um arquivo Host é utilizado pelo sistema operacional no mapeamento de hosts amigáveis para endereços IP (Protocolo de Internet) numéricos, que identificam e localizam outro host em uma rede IP. Esses arquivos host contêm linhas de texto com endereços de IP, que se comunicam entre si.

O CrowdStrike Falcon, que foi atualizado e apresentou problemas, é um sensor que pode ser instalado nos sistemas operacionais Windows, da Microsoft, Mac ou Linux. São módulos de produtos que se conectam a um ambiente de soluções de segurança chamados de endpoint, que é hospedado na nuvem. Esse sensor permite acesso instantâneo às informações de “quem, quando, onde e como” ocorreu um ataque, e sua arquitetura em nuvem proporciona períodos de resposta e correção rápidos e precisos.

Um endpoint security, ou ponto final de segurança, oferece proteção para os dispositivos. A computação em nuvem é o fornecimento de serviços de computação, incluindo servidores, armazenamento, banco de dados, rede, software, análise e inteligência, pela internet (a nuvem), oferecendo inovações rápidas com recursos flexíveis e economias de escala. Foram esses serviços que apresentaram dificuldades de acesso a plataformas de empresas em todo o mundo.

De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP), a segurança de endpoint trabalha para garantir a proteção das informações sensíveis e ajuda a empresa a cumprir as regras de proteção de dados. Isso ressalta a necessidade crescente de medidas de segurança que as empresas devem adotar para evitar ameaças cibernéticas.

Mitigação

Mais cedo, a Microsoft informou que medidas de mitigação estavam sendo adotadas, mas alertou que muitos usuários poderiam não conseguir acessar vários aplicativos e serviços, como ocorreu ao redor do mundo. As empresas afetadas identificaram que utilizam o sistema de segurança da CrowdStrike.

Devido à situação ocorrida hoje, as ações da empresa, cotadas na abertura do mercado acionário a US$ 351 dólares, eram negociadas na tarde desta sexta-feira a US$ 297, uma queda de mais de US$ 50, significando uma perda de valor de mercado da CrowdStrike superior a US$ 2 bilhões em um único dia.

Ataques Rastreado

O site da empresa CrowdStrike informa, em seu Relatório Global de Ameaças, tendências e eventos notáveis em todo o cenário de ciberameaças, que detectou 34 adversários recém-identificados em 2023. Mais de 230 ataques adversários no total foram rastreados pela empresa, e as intrusões na nuvem, onde ocorreu o problema verificado hoje, aumentaram em 75%.

Segundo a empresa, o tempo para comprometimento de e-crime mais rápido registrado foi de dois minutos e sete segundos. O relatório também apontou que o aumento de vítimas de roubo de dados identificados na dark web foi de 76%. O relatório de inteligência examina como os adversários estão operando e constata-se uma furtividade sem precedentes, com adaptação rápida dos ataques para evitar a descoberta pelos sistemas de segurança.

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