Estudo aponta potencial da Paraíba para produção de hidrogênio de baixo carbono

O material foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e busca subsidiar a atração de investimentos para a implantação da cadeia produtiva desse tipo de combustível.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O Governo da Paraíba apresentou, nesta sexta-feira (17), um estudo estratégico sobre o potencial do estado para produzir e utilizar hidrogênio de baixo carbono. O material foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e busca subsidiar a atração de investimentos para a implantação da cadeia produtiva desse tipo de combustível.

O estudo foi apresentado durante o Roadshow “Potencialidades do Estado da Paraíba para o Desenvolvimento da Produção e Uso do Hidrogênio de Baixo Carbono”, realizado no Centro de Energias Alternativas e Renováveis (Cear), da UFPB, em João Pessoa. Na ocasião, também foi lançada uma plataforma voltada a investidores interessados em instalar empreendimentos no estado.

O projeto recebeu investimento de R$ 610.336,17 em recursos do Tesouro Estadual.

Estudo mapeia potencial do estado

Coordenado por pesquisadores da UFPB e da Fundação de Apoio da Universidade Federal de Pernambuco (Fade-UFPE), o estudo reúne análises técnicas sobre as condições da Paraíba para desenvolver a produção de hidrogênio de baixo carbono.

Entre os fatores apontados estão a predominância de fontes renováveis na matriz elétrica, o potencial para geração de energia solar e eólica, a infraestrutura do Porto de Cabedelo, a localização geográfica considerada estratégica para exportações e a disponibilidade de recursos hídricos.

O levantamento também considera o marco regulatório nacional para o setor, estabelecido pela Lei Federal nº 14.948/2024.

Objetivo é atrair novos empreendimentos

Segundo o Governo do Estado, o diagnóstico deverá servir de base para reduzir riscos na implantação de projetos e orientar investidores interessados no segmento de energia limpa.

A expectativa é que o desenvolvimento da cadeia produtiva do hidrogênio de baixo carbono contribua para ampliar investimentos privados, estimular a inovação tecnológica, gerar empregos e fortalecer a participação da Paraíba no mercado de energias renováveis.

O estudo foi elaborado por uma equipe multidisciplinar formada por 15 pesquisadores, incluindo sete doutores, além de três consultores especializados nas áreas de energia, infraestrutura, regulação e mercado.

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