O Governo da Paraíba apresentou, nesta sexta-feira (17), um estudo estratégico sobre o potencial do estado para produzir e utilizar hidrogênio de baixo carbono. O material foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e busca subsidiar a atração de investimentos para a implantação da cadeia produtiva desse tipo de combustível.
O estudo foi apresentado durante o Roadshow “Potencialidades do Estado da Paraíba para o Desenvolvimento da Produção e Uso do Hidrogênio de Baixo Carbono”, realizado no Centro de Energias Alternativas e Renováveis (Cear), da UFPB, em João Pessoa. Na ocasião, também foi lançada uma plataforma voltada a investidores interessados em instalar empreendimentos no estado.
O projeto recebeu investimento de R$ 610.336,17 em recursos do Tesouro Estadual.
Estudo mapeia potencial do estado
Coordenado por pesquisadores da UFPB e da Fundação de Apoio da Universidade Federal de Pernambuco (Fade-UFPE), o estudo reúne análises técnicas sobre as condições da Paraíba para desenvolver a produção de hidrogênio de baixo carbono.
Entre os fatores apontados estão a predominância de fontes renováveis na matriz elétrica, o potencial para geração de energia solar e eólica, a infraestrutura do Porto de Cabedelo, a localização geográfica considerada estratégica para exportações e a disponibilidade de recursos hídricos.
O levantamento também considera o marco regulatório nacional para o setor, estabelecido pela Lei Federal nº 14.948/2024.
Objetivo é atrair novos empreendimentos
Segundo o Governo do Estado, o diagnóstico deverá servir de base para reduzir riscos na implantação de projetos e orientar investidores interessados no segmento de energia limpa.
A expectativa é que o desenvolvimento da cadeia produtiva do hidrogênio de baixo carbono contribua para ampliar investimentos privados, estimular a inovação tecnológica, gerar empregos e fortalecer a participação da Paraíba no mercado de energias renováveis.
O estudo foi elaborado por uma equipe multidisciplinar formada por 15 pesquisadores, incluindo sete doutores, além de três consultores especializados nas áreas de energia, infraestrutura, regulação e mercado.


